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Pop Art à portuguesa na Gulbenkian

Enquanto se viviam os últimos anos da ditadura, alguns artistas portugueses experimentavam uma nova linguagem estética, a Pop Art. Os seus "desvios" podem ser vistos na Gulbenkian

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Edição de 17 a 23 de março
Ágata Xavier 20 de abril de 2018 às 17:00

Surgiu em Inglaterra nos anos 50, mas foi na década seguinte, do outro lado do oceano, que se afirmou como movimento artístico: a Pop Art. O movimento pegou no quotidiano e fez dele objecto artístico (seguindo as ideias anteriores, de Marcel Duchamp e do dadaísmo). O exemplo mais célebre será a reprodução colorida de uma sopa da marca Campbell, a mesma que Andy Warhol, o autor, comia com a mãe em situações de aperto financeiro - a obra chama-se Campbell's Soup Cans, é de 1962, e põe 32 latas em fila. Seguiu-se a multiplicação de ícones da época: Marilyn Monroe, Elvis Presley, Muhammad Ali e Elizabeth Taylor. Também a ilustração, a banda desenhada e a publicidade, ou qualquer outro meio passível de reprodução em série, se tornaram obras de arte – e, embora no início se destinassem ao grande público, acabariam por se tornar objectos para a elite.

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