Sábado – Pense por si

Pop Art à portuguesa na Gulbenkian

Enquanto se viviam os últimos anos da ditadura, alguns artistas portugueses experimentavam uma nova linguagem estética, a Pop Art. Os seus "desvios" podem ser vistos na Gulbenkian

Surgiu em Inglaterra nos anos 50, mas foi na década seguinte, do outro lado do oceano, que se afirmou como movimento artístico: a Pop Art. O movimento pegou no quotidiano e fez dele objecto artístico (seguindo as ideias anteriores, de Marcel Duchamp e do dadaísmo). O exemplo mais célebre será a reprodução colorida de uma sopa da marca Campbell, a mesma que Andy Warhol, o autor, comia com a mãe em situações de aperto financeiro - a obra chama-se Campbell's Soup Cans, é de 1962, e põe 32 latas em fila. Seguiu-se a multiplicação de ícones da época: Marilyn Monroe, Elvis Presley, Muhammad Ali e Elizabeth Taylor. Também a ilustração, a banda desenhada e a publicidade, ou qualquer outro meio passível de reprodução em série, se tornaram obras de arte – e, embora no início se destinassem ao grande público, acabariam por se tornar objectos para a elite.

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