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Cultura emprega quase nove milhões de pessoas na UE. É mais de 4% de todos os trabalhadores

Cerca de 4,3% dos trabalhadores da União Europeia trabalham no setor cultural. Números são do Eurostat. Portugal está na média europeia mas investimento estatal na Cultura é ainda menos de 1% do PIB.

Lusa 10 de julho de 2026 às 14:36
Manifestação pela cultura Pedro Catarino

O setor cultural da União Europeia empregava 8,9 milhões de pessoas em 2025, representando 4,3% do emprego total, com os Países Baixos a registarem a maior proporção de trabalhadores na cultura (5,7%) e a Roménia a menor (1,8%).

Estes dados foram divulgados hoje pelo Eurostat, que apontam também para a existência de uma força de trabalho altamente qualificada na Cultura e uma repartição praticamente equilibrada entre homens e mulheres.

De acordo com a publicação do gabinete estatístico da União Europeia, quase metade das pessoas empregadas no setor cultural tinha entre 30 e 49 anos, faixa etária que representava 48,5% do total dos trabalhadores da cultura na União Europeia (EU).

Relativamente à distribuição por género, o Eurostat demonstra que existe um equilíbrio, com os homens a ocuparem 50,4% do emprego cultural e as mulheres 49,6%.

Os dados revelam igualmente que o setor cultural se distingue por elevados níveis de qualificação académica dos seus profissionais, já que no ano passado a maioria dos trabalhadores da cultura possuía ensino superior.

Em 2025, 61,9% das pessoas empregadas em atividades culturais possuíam formação superior, enquanto 31,3% tinham concluído o ensino secundário ou formação pós-secundária não superior.

Apenas 6,7% apresentavam um nível de escolaridade até ao ensino básico inferior.

O Eurostat indica ainda que, em 17 dos 27 Estados-membros da União Europeia, o emprego cultural representava entre 4% e 5% do emprego total.

Portugal encontrava-se dentro dessa média europeia, com 4,3% do total dos trabalhadores empregados no setor cultural.

Os Países Baixos lideravam a tabela europeia, com 5,7% do emprego total ligado a atividades culturais, seguidos da Estónia (5,3%) e de Malta (5,1%).

No extremo oposto, com os valores mais baixos, encontravam-se a Roménia, onde o emprego cultural representava 1,8% do emprego total, a Eslováquia (3,3%) e a Irlanda (3,4%).

De acordo com a nota metodológica do Eurostat, o universo de 8,9 milhões de trabalhadores inclui não apenas profissionais com ocupações culturais em empresas do setor -- como artistas, músicos, jornalistas ou bailarinos --, mas também trabalhadores de funções não culturais em organizações culturais, bem como profissionais de atividades criativas empregados noutros setores económicos.

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