Entrevista

SEF. “O que tínhamos para investigar em Odemira passou para a Polícia Judiciária. Temos que acatar”

SEF. “O que tínhamos para investigar em Odemira passou para a Polícia Judiciária. Temos que acatar”
Ana Taborda 12 de maio

Esta situação não era, até agora, habitual, garante Orlando Ribeiro. O responsável pela Unidade Anti-Tráfico do SEF também diz não ter recebido nenhuma denúncia do presidente da câmara

Portugal parece ter descoberto a exploração de trabalhadores agrícolas em Odemira com a pandemia, mas o que se passa em Odemira tem pouco a ver com a COVID. Ou apenas com Odemira. Orlando Ribeiro lidera a Unidade Anti-Tráfico de Pessoas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e há muitos anos que vê casos assim - em Odemira e no resto do País. Sobre o que se passa em freguesias como São Teotónio e Longueira/Almograve, garante que o SEF nunca recebeu denúncias da Câmara de Odemira. Também confirma a passagem dos inquéritos na zona - até aqui a cargo do SEF - para a Polícia Judiciária. "Não era habitual", garante. "Temos que acatar", diz em entrevista dada em simultâneo à SÁBADO e à rádio Antena 1. Só no Alentejo, o SEF abriu 32 inquéritos-crime por tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e à angariação de mão-de-obra ilegal, 11 dos quais em Odemira. 

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