Sábado – Pense por si

António Sousa Homem: "Moledo é um dos lugares mais antidemocráticos de Portugal"

Fez da zona da praia minhota a sua casa, desde 1989, e resiste à água fria que afasta multidões para outros destinos. Cronista e autor, inspira-se na paisagem e pede à sobrinha que passe os textos à máquina, como antigamente. Responde à SÁBADO, por escrito, porque é um heterónimo de um conhecido autor.

Eremita em Moledo, António Sousa Homem vive desde 1989 no seu refúgio minhoto. Não se entedia, nem se importa de ter parado no tempo. O advogado na reforma, autor de vários livros dedicados à zona, a começar por Os Ricos Andam Tolos (2002) e passando por Um Promontório em Moledo (2011, prefaciado por Maria Filomena Mónica), aceita dar uma entrevista à SÁBADO, a pretexto da rubrica O Verão das Elites – mas somente por escrito. Compreende-se: afinal, seria impossível falar com ele presencialmente, por ser um heterónimo de um conhecido autor, que há mais de uma década é cronista do suplemento Domingo, do Correio da Manhã (pertencente ao mesmo grupo editorial da SÁBADO). Diz-se fiel às tradições e faz das memórias de família matéria-prima para as suas crónicas. É a sobrinha quem passa os textos à máquina, como antigamente – não fosse ele um assumido conservador, analógico.      

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login