A rentrée, este nome possidónio, mas cada vez mais verdadeiro nos partidos políticos
A coisa é pífia, porque a política dos nossos dias é pífia, e a gente espreme o que é dito nesses comícios de Agosto, o mês mais terrível, e não sai nada que não sejam lugares comuns e o vazio
PSD, PS e Chega cada vez mais copiam o modelo antigo do PSD no Pontal de outros tempos. A coisa é pífia, porque a política dos nossos dias é pífia, e a gente espreme o que é dito nesses comícios de Agosto, o mês mais terrível, e não sai nada que não sejam lugares comuns e o vazio. O PSD está metido num pântano e não sabe ou não quer defrontar a situação nova que o Chega criou na vida política portuguesa. Com um governo desgastado, a sua capacidade de resposta é quase nula, mas faz de conta que existe. O PS é o príncipe da moleza e está confiante de que sendo assim, sem levantar ondas verdadeiras, o tempo lhe dará uma vitória nas urnas, encaixando-se no molde de impotência que o PSD lhe deixará de herança. O Chega, bem pelo contrário, diz o que quer, esconde o que quer, assume todos os papéis que quer, e como fala alto faz-se ouvir sobre os murmúrios alheios. O Chega sabe que controla muito da vida política portuguesa pela sua mera existência e, entre mentiras e falsidades e apelos à violência e à perseguição dos seus inimigos, a começar pelos imigrantes, apresenta-se como o partido ideal do contra. Como o PS e o PSD não tem” contras”, e deviam ter, o terreno comunicacional pertence ao Chega.
A rentrée, este nome possidónio, mas cada vez mais verdadeiro nos partidos políticos
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