Ryanair: Dinheiro para a TAP deve ser “distribuído pelas companhias que operam em Portugal”

Jornal de Negócios 23 de junho de 2020

Michael O’Leary diz que “vai ser muito difícil” a TAP conseguir reembolsar o empréstimo de emergência de até 1.200 milhões de euros que está a ser preparado pelo Estado e que a região norte está a contestar nos tribunais.

O presidente da Ryanair diz que "vai ser muito difícil para a TAP conseguir cumprir com as condições do programa" acordado com o Estado, que passam pela devolução do empréstimo de emergência até 1,2 mil milhões de euros em seis meses e a apresentação de um plano de reestruturação.

"Já assistimos a esta situação com a Alitalia. Acabam por nunca pagar o empréstimo nem reestruturar devidamente a empresa, pelo que continuam a ser resgatadas pelo Estado", acrescentou Michael O’Leary em declarações ao jornal Público divulgadas esta terça-feira, 23 de junho.

Para o gestor do grupo de aviação, que trabalha no setor há mais de três décadas, "o dinheiro que o Governo português vai gastar na TAP seria melhor distribuído pelas várias companhias aéreas que operam em Portugal, em proporção do seu contributo para a conectividade do país".

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