A Reserva Federal americana (Fed) decidiu aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75% e 4%, após uma reunião de dois dias, anunciou, em comunicado.
Reserva Federal americana decide por unanimidade subir taxas de juroRafael Pacheco Granados / AP
Segundo a nota, o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) apontou que a inflação se mantém "elevada" e acima da meta da Fed, de 2%, tendo tomado a decisão por unanimidade.
"A atividade económica está a expandir-se a um ritmo sólido. Embora a incerteza continue elevada, devido, em parte, à evolução geopolítica, a despesa interna tem-se mostrado resiliente. O crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto", disse o FOMC, no comunicado.
De acordo com a entidade, "a criação de emprego tem acompanhado o crescimento da população ativa e a taxa de desemprego registou poucas alterações".
No entanto, salientou, "a inflação continua elevada", sendo que a "decisão de política monetária tomada hoje contribuirá para um regresso mais atempado ao objetivo de 2% do Comité. O Comité assegurará a estabilidade dos preços", assegurou.
A Fed não aumentava as taxas diretoras, que orientam os custos dos empréstimos, desde o verão de 2023.
A inflação tem pairado sobre a política de taxas de juros do banco central ao longo do ano, impulsionada pela guerra dos EUA com o Irão e o seu impacto no fornecimento mundial de petróleo.
O conflito praticamente paralisou o estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes do início das hostilidades, em fevereiro.
A subida nos preços do petróleo fez disparar o preço da gasolina e do gasóleo, afetando o orçamento das famílias tanto diretamente, nos combustíveis, como indiretamente, ao encarecer o transporte de mercadorias.
A Fed tinha mantido a taxa de juro inalterada enquanto monitorizava a inflação, que está acima da sua meta de 2%.
Taxas mais altas tornam o crédito mais difícil de obter e podem desacelerar o crescimento económico, o que poderia arrefecer a inflação.
No entanto, a Fed também enfrenta pressão do Presidente Donald Trump, que quer que o banco central reduza os juros, o que poderia impulsionar a economia, mas também agravar a inflação.
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