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Red Eléctrica soube três meses antes do apagão que o sistema tinha falhas

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A 31 de janeiro de 2025, a Red Eléctrica já havia sofrido uma oscilação de energia que fez soar os alarmes das empresas privadas. Um técnico da central de Ascó alertou até que um "grupo" estava prestes a desligar-se e disse que se isso acontecesse "ficamos a zero".

A 20 dias de se assinalar um ano desde que se deu o apagão foi divulgado um segundo pacote de áudios que, segundo o jornal , mostram que a Red Eléctrica sabia desde janeiro - três meses antes do incidente - que havia um grande risco do sistema elétrico ibérico colapsar. 

Novos áudios mostram que Red Eléctrica sabia três meses antes do apagão que o sistema tinha falhas
Novos áudios mostram que Red Eléctrica sabia três meses antes do apagão que o sistema tinha falhas Europa Press via AP

A 31 de janeiro de 2025, a rede espanhola sofreu uma oscilação de energia tão forte que fez soar os alarmes das empresas privadas de eletricidade. Numa chamada realizada para o centro de controle da Red Eléctrica, um dos técnicos informou que, na central nuclear de Ascó, um "grupo" esteve prestes a desligar-se. "Se os grupos dispararem ficamos a zero", alertou na altura o técnico.

No centro de controle da Red Eléctrica, os técnicos consideraram que o que aconteceu nesse dia foi fora do normal. Foi "uma oscilação muito, muito forte", classificaram os técnicos. 

Perante este susto, a empresa controlada pela SEPI decidiu realizar uma análise profunda. "Haverá reuniões, porque hoje foi muito grave . Todos os distribuidores viram. Por isso, vai ser feito um relatório ou algo do género."

As últimas gravações de áudio relativas ao incidente foram recolhidas pelos membros da comissão - que investigam o incidente de 28 de abril. Nessa mesma comissão foram ouvidos os principais executivos da Endesa e da Iberdrola, além da ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, entre outros. Nas suas duas intervenções - a última ocorreu apenas há alguns dias - Beatriz Corredor, presidente da Red Eléctrica,  descartou qualquer falha no operador, apesar de os últimos áudios a contradizerem.

Beatriz Corredor e toda a direção da Red Eléctrica atribuiu as causas do incidente à falta de respostas das centrais que estavam programadas para funcionar naquela segunda-feira de abril.

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