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Mão de obra imigrante é nove anos mais jovem do que a portuguesa

Lusa 30 de dezembro de 2025 às 15:27
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O estudo indica que mais de 85% da população estrangeira residente em Portugal encontra-se em idade ativa, muito acima da população portuguesa.

Os imigrantes que trabalham em Portugal são, em média, nove anos mais novos que a força de trabalho portuguesa, segundo uma análise estatística hoje divulgada.

Lusa

De acordo com uma pesquisa da plataforma Prepara Portugal, com base nos dados cruzados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), "em 2023, a idade mediana dos trabalhadores estrangeiros era de 33 anos, enquanto a dos trabalhadores portugueses atingia os 42 anos", um sinal de que os imigrantes contribuem para o "rejuvenescimento do mercado de trabalho nacional".

Por outro lado, o estudo indica que mais de 85% da população estrangeira residente em Portugal encontra-se em idade ativa, muito acima da população portuguesa.

"Entre os nacionais, o grupo com 65 anos ou mais representa mais de 24% da população, enquanto entre os imigrantes esse valor não ultrapassa 8,5%", refere Higor Cerqueira, diretor pedagógico do Prepara Portugal, uma plataforma destinada a estudantes internacionais e imigrantes que procuram inserção profissional no mercado português.

Segundo o estudo, cuja versão final será apresentada em janeiro, os imigrantes "estão fortemente inseridos em setores estratégicos como construção civil, turismo, restauração, agricultura, serviços administrativos e tecnologia da informação, áreas que enfrentam escassez estrutural de mão de obra nacional".

De acordo com Pedro Stob, formador do curso de Análise de Dados e Tecnologia da Informação Aplicada à Gestão, do Centro de Formação Prepara Portugal, o objetivo final foi formar "alunos a trabalhar com dados reais, interpretar fenómenos sociais complexos e comunicar conclusões com impacto para a sociedade".

"O estudo aponta ainda para uma integração progressiva dos imigrantes no mercado laboral, refletida na melhoria das taxas de emprego e no aumento gradual das remunerações médias ao longo do período analisado, apesar da persistência de desafios como diferenças salariais, reconhecimento de qualificações e estabilidade contratual em alguns setores", referem os autores.