Lagarde prevê "doce" momento na economia

Lusa 26 de janeiro de 2018
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A directora-geral do FMI e os governadores dos bancos centrais de Inglaterra e do Japão alertaram para o fracasso na luta contra as desigualdades.



A directora-geral do FMI e os governadores dos bancos centrais de Inglaterra e do Japão perspectivaram hoje, em Davos, um momento "doce" para a economia mundial em 2018, mas alertaram para o fracasso na luta contra as desigualdades.

Durante a apresentação no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, sobre as perspetivas para a economia global em 2018, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a economia mundial vive um momento "doce", em grande parte devido às políticas monetárias dos bancos centrais.

Os restantes participantes na sessão, os governadores dos bancos centrais de Inglaterra, Mark Carney, e do Japão, Haruhiko Kuroda, assim como a chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, e a presidente executiva do JP Morgan Asset Management, Mary Callahan, coincidiram em assinalar positivas as perspetivas para a economia em 2018.

Lagarde e Callahan elogiaram o sucesso das medidas de estímulo implementadas pelos bancos centrais e que permanecerão além setembro, ao contrário do esperado.

Mary Callahan agradeceu de forma efusiva "os onze mil milhões de dólares que voltaram ao sistema" como consequência das políticas monetárias expansivas.

Cerca de 120 países em todo o mundo esperam um forte crescimento em 2018, devido à "recuperação cíclica e às boas políticas monetárias e fiscais", disse Lagarde citada pela EFE, referindo, contudo, alguns riscos que podem pôr em perigo a recuperação económica.

Segundo Lagarde, os três riscos são o financeiro, a falta de cooperação internacional e, acima de tudo, a persistência de desigualdades, que não só não são reduzidas, mas que em algumas áreas não param de crescer.

Além do desemprego juvenil, Lagarde falou ainda do envelhecimento da população e do menor volume de investimentos em infraestruturas.

Os governadores dos bancos centrais da Inglaterra e do Japão agradeceram os comentários de Lagarde, mas reconheceram que nos seus países os números são positivos.
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