Estrutura da CGTP não assina acordo proposto pelo Governo, que segundo Sebastião Santana quer fechar as negociações para este ano com aumentos de 56,58 euros, ou um mínimo de 2,15%, e a subida do subsídio de refeição para 6,15 euros por dia.
No final da sexta reunião de negociações com os sindicatos
da Função Pública, encontros que decorrem desde o final de setembro, o Governo
manteve a proposta de aumentos salariais e de subida do subsídio de refeição
para 6,15 euros por cada dia trabalho este ano, segundo disse aos jornalistas
Sebastião Santana, da Frente Comum, estrutura da CGTP que não vai assinar acordo com o Executivo.
Sebastião Santana fala sobre direitos, carreiras e melhores saláriosManuel de Almeida / Lusa - EPA
“A proposta do Governo em termos remuneratórios não mexeu
uma vírgula em relação ao que tinha sido apresentado”, disse aos jornalistas
Sebastião Santana no final de mais uma reunião com a secretária de Estado da Administração
Pública, Marisa Garrido. Mantém-se, segundo explicou, a proposta de aumentos transversais de 56,58 euros (com um mínimo de 2,15%) e a
subida do subsídio de refeição para 6,15 euros este ano. “O Governo mantém uma
proposta de quinze cêntimos de aumento por dia”.
A subida do valor pago aos funcionários públicos aumenta o limiar de isenção de IRS do setor privado, que também sobe para 6,15 euros. No caso de subsídios de refeição pagos em cartão o valor isento aumenta para 10,46 euros.
De acordo com o responsável, a intenção do Governo é fechar
as negociações com estes valores, a não ser que alguma das outras estruturas
sindicais peça uma reunião suplementar. A estrutura da CGTP não dará acordo à extensão do entendimento alcançado em 2024 com as estruturas da UGT, que inicialmente terminava em 2028, mas que o Governo propõe que seja estendido com compromissos até 2029, o horizonte da nova legislatura.
Sem intenção de pedir uma reunião suplementar, a Frente Comum pede antes que se abra “um outro processo negocial”
para um aumento intercalar de salários, para a revisão do sistema de avaliação, para a valorização das carreiras gerais e especiais –“não é à toa que temos serviços públicos que não conseguem contratar pessoas e outros, nomeadamente no SNS, de onde os trabalhadores fogem assim que podem” – ou para a participação dos trabalhadores na escolha dos dirigentes.
“Se os trabalhadores da administração pública tivessem um
papel diferente na gestão dos serviços, como nós defendemos, com chefias que
não sejam nomeadas politicamente mas que sejam eleitas entre os seus pares, e
por concurso, com competência para chefiar, nós hoje não estávamos perante um conjunto de problemas enormes em muitos setores”, defendeu.
(Notícia em atualização)
Governo mantém aumentos salariais e Frente Comum não assina acordo
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