Após um mandato à frente do regulador da banca nacional, os banqueiros fazem uma avaliação positiva. Tanto que consideram que será um bom nome para assumir a vice-presidência do Banco Central Europeu.
Um português só por ser português não é currículo para assumir
quaisquer funções de relevo na Europa. Mas Mário Centeno não é um português
qualquer. O ex-ministro das Finanças, que terminou recentemente o seu mandato no
Banco de Portugal, é visto como “um bom nome” para representar o país num alto
cargo europeu. É apoiado pelos banqueiros na corrida à vice-liderança do Banco
Central Europeu (BCE).
Centeno considera que Banco de Portugal falhou na divulgação de dados
“Ser um representante português só por ser português, se for
mau, não”, dia Miguel Maya, CEO do Milennium BCP. “Não é por ser português que deve ser
necessariamente promovido” para um qualquer cargo europeu, acrescenta Francisco
Cary, o administrador da Caixa Geral de Depósitos, na conferência “Banca do
Futuro”, organizada pelo Negócios.
“Pessoas boas em primeiro lugar. Pessoas boas portuguesas,
em segundo lugar. Se for em patamares de igual competência, prefiro, de longe,
um português”, atirou Miguel Maya, rematando: “Centeno é um bom nome para
assumir essa função” no BCE, apontando ao cargo atualmente ocupado por Luis de
Guindos. “Tem o currículo, a experiência, as qualidades”, acrescenta Cary.
A vice-presidência do BCE é ”um lugar chave [nos centros de decisão
europeus]” e ter um português “ajudaria a compreender os desafios sentidos em Portugal”, disse Francisco Cary.
“Um português em qualquer lugar de destaque na Europa, é
importante”, defendeu João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, que considera
que embora Centeno tenha o currículo necessário para o cargo, é importante que
possa também contar com o apoio do Governo português.
“O Governo deve apoiar uma candidatura. Deve apoiar qualquer
português num lugar importante na Europa. Precisamos de mais pessoas em lugares
importantes, nos lugares de decisão, para termos influência”, acrescentou o
responsável máximo do banco detido pelo La Caixa.
Pedro Castro e Almeida alinha com a necessidade de Portugal
se posicionar no apoio a Centeno. “Faz todo o sentido Portugal posicionar-se”
na corrida aos cargos do BCE, afirmou durante a conferência.
“Não há meias medidas, faz todo o sentido, tem de fazer
parte da agenda do Governo ter portugueses em cargos europeus”, disse o CEO do
Santander Portugal que está a ser apontado para “chief risk officer” do Grupo
Santander. “Esta é uma preocupação que existe em todos os países”, salientou.
Centeno é “um bom nome” para o BCE, avaliam os banqueiros
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