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Às voltas para receber o dinheiro do Volta

Passei quatro dias de garrafas na mão, entre máquinas automáticas, caixas e balcões de apoio ao cliente - tudo para recuperar o valor do depósito em numerário. Só num local o transferem logo para o cartão.

Quando me pediram para tentar trocar as garrafas do Volta por dinheiro, nunca tinha pensado que isso fosse sequer possível. Afinal, no Pingo Doce, onde costumo ir, a máquina tem apenas três opções: a entrega de um voucher em papel para descontar nas compras, a hipótese de adicionar o valor ao saldo do cartão de cliente (em ambos os casos só pode ser gasto nas respetivas lojas), ou a doação a uma instituição de solidariedade social. Haveria de reparar, depois, que em letras pequenas (muito pequenas), o talão que sai da máquina explica que é possível pedir o valor do reembolso numa caixa de pagamento manual - aquelas em que são os funcionários a atendê-lo (e que são cada vez menos, aqui e em praticamente todo o lado).

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