De acordo com o CEO da concessionária, um segundo estudo de impato ambiental, para elevar de 40 para 42 os movimentos por hora no aeroporto Humberto Delgado, será entregue no início de 2027.
O presidente executivo da ANA – Aeroportos, Thierry Ligonnière, adiantou
esta quarta-feira no Parlamento que a concessionária dos aeroportos nacionais
vai entregar no próximo mês de maio o primeiro estudo de impacto ambiental relativamente
às obras de expansão do Humberto Delgado que vai permitir aumentar o número de
movimentos (aterragens e descolagens) por hora dos atuais 38 para 40. Um segundo estudo de impacto
ambiental, disse ainda, será entregue à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no
início de 2027 para passar então de 40 para 42 movimentos por hora.
Thierry Ligonnière, ANA
O responsável explicou que a ANA dividiu com a APA “o trabalho em duas
fases”.
Na audição na comissão de Ambiente e Energia sobre o aeroporto Humberto Delgado
e matérias como o ruído, os voos noturnos e a necessidade de avaliação ambiental
determinada pela APA para as obras de expansão que envolvem as entradas e saídas da
pista e a zona que faz a ligação entre a pista e o terminal, o responsável lembrou
que desde que a Vinci comprou a ANA a capacidade declarada do aeroporto “tem-se
mantido constante nos 38 movimentos por hora”.
Recordou que foram duas resoluções do Conselho de Ministros
que definiram um conjunto de desenvolvimentos nos aeroportos para alcançar
determinadas capacidades. “O que está em causa neste momento é alcançar uma
capacidade de 42 movimentos por hora. Estivemos a trabalhar com os parceiros, o concedente e com a NAV no âmbito de um grupo de trabalho que entregou as suas
conclusões e que apontam para o alcance o mais rapidamente possível dos 42
movimentos", afirmou, assegurando que "será os 42 movimento que teremos no momento da passagem do aeroporto
Humberto Delgado para o aeroporto Luís de Camões”.
“Uma parte dessas obras não carecem de estudo de impacto ambiental porque não
estão associadas ao aumento da capacidade”, explicou, acrescentando que outras
obras de desenvolvimento do aeroporto, “mais relacionadas com o lado ar carecem de estudo de impacto ambiental e estamos comprometidos com as decisões da
APA”, disse ainda.
Também José Luís Arnaut, "chairman" da ANA, tinha já criticado, na
intervenção inicial na audição na Comissão de Ambiente e Energia, a ação
interposta pelo Ministério Público (MP) no Supremo Tribunal Administrativo com
vista à declaração de nulidade e anulação de atos administrativos relacionados
com as obras de modificação e ampliação no aeroporto de Lisboa. “A impugnação do
MP é de uma inconsistência manifesta. Temos o MP a tentar impugnar resoluções
do Conselho de Ministros, o que nunca tinha sido visto”, disse.
ANA entrega em maio estudo ambiental para chegar a 40 movimentos por hora em Lisboa
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.