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CaixaBank lança OPA sobre BPI

Maior accionista do BPI lançou Oferta Pública de Aquisição voluntária sobre o banco português ao preço de 1,113 euros por acção, depois do fracasso das negociações com Isabel dos Santos

O CaixaBank, maior accionista do BPI, lançou esta segunda-feira uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária sobre o banco português ao preço de 1,113 euros por acção, condicionada à eliminação do actual limite dos seus direitos de voto.

 

O banco catalão detém 44,1% do BPI e o anúncio da OPA surge um dia depois de o banco português ter avisado o mercado de que tinha ficado sem efeito um princípio de acordo entre o CaixaBank e o segundo maior accionista do banco, os angolanos da Santoro Finance, sobre o controlo do banco português.

 

O princípio de acordo, anunciado a 10 de Abril, visava resolver o problema da elevada exposição do banco português a Angola. Apesar de o Banco de Fomento Angola ter representado no ano passado mais de 50% do lucro do BPI, ou seja, 135,7 milhões de euros de um total de 236,4 milhões, o BCE anunciou em 2014 a alteração da forma de contabilização dos bancos europeus com negócios em Angola, penalizando o capital.

 

O BPI passou então a ter de reduzir a sua exposição àquele país, mas isso fez vir ao de cima as divergências entre o CaixaBank, o principal accionista do BPI - com 44,10% do capital social, apesar de só poder exercer 20% dos votos - e a Santoro, da empresária angolana Isabel dos Santos, que detém 18,58% do capital.

 

O banco catalão adiantou hoje em nota ao regulador dos mercados de Espanha, a CNMV, que "durante a fase de aprovação [do acordo] pelos órgãos sociais competentes, a Santoro Finance comunicou ao CaixaBank que não poderia subscrever os documentos contratuais".

 

"Perante esta situação, o CaixaBank informa que não será possível formalizar o acordo com a Santoro Finance", sublinha.

 

A imprensa portuguesa noticiou no domingo que o Governo português aprovou em conselho de ministros na semana passada uma alteração à lei que permitirá eliminar a blindagem aos direitos de voto que impedem o CaixaBank de - em Assembleia Geral de Accionistas - ter os votos correspondentes à sua posição accionista.

 

O banco catalão já tinha lançado uma OPA com termos semelhantes a esta em Fevereiro do ano passado.