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TAP: Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra

Lusa 23 de abril de 2026 às 12:24

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma resolução a convidar a Air France-KLM e a Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP, anunciou hoje o ministro das Finanças.

TAP pode ser afetada por atualização de software dos Airbus A320 iStockphoto

Joaquim Miranda Sarmento fez questão de se referir aos dois grupos candidatos por ordem alfabética.

Nesta segunda fase do concurso, as duas empresas terão 90 dias para entregarem as propostas vinculativas, explicou no final da reunião o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Pinto Luz admite que o Governo possa tomar uma decisão sobre o comprador em Conselho de Ministros no final de agosto, princípio de setembro.

O ministro disse que o processo de entrega deverá estar fechado “no próximo mês de julho”, para que a Parpública, gestora das participações sociais do Estado, entregue ao Governo o relatório sobre as propostas em agosto, para depois disso o Governo tomar a decisão final.

Os dois ministros reforçaram que as propostas financeiras da Air France-KLM e da Lufthansa são equivalentes.

Joaquim Miranda Sarmento ressalvou, no entanto, que o “dever de confidencialidade impede qualquer referência a valores”.

As áreas de alinhamento para a estratégia da TAP incluem tópicos como a conectividade com as regiões autónomas e com países da língua portuguesa, a expansão da operação no Porto, o crescimento dos serviços dos centros de manutenção e engenharia da TAP, investimento na frota, “plano ambicioso de crescimento para os próximos dez anos” e compromisso com a sustentabilidade, elencou Pinto Luz.

Na corrida nesta fase estão a Air France-KLM e a Lufthansa, depois de a IAG, dona da Iberia e da British Airways, não ter avançado com uma proposta.

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

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