Saldo negativo do INEM atinge os €7,6 milhões. Sem reforço, prejuízo ultrapassava os €30 milhões
Despesas com os parceiros do SIEM, designadamente bombeiros e Cruz Vermelha, terá agravado o saldo financeiro do instituto.
O saldo negativo do INEM disparou para 7,6 milhões de euros, apesar de o instituo ter beneficiado de reforços orçamentais e de ter sido autorizado a recorrer a uma "almofada financeira", noticia esta terça-feira o Público. Este é o segundo ano consecutivo que o instituo apresenta resultados líquidos negativos.
"O INEM dispõe de uma situação orçamental, económica e financeira em deterioração, devido ao aumento da pressão sobre a despesa, designadamente por via do aumento das transferências para os parceiros do SIEM e dos gastos com pessoal", lê-se no documento disponível no site.
O relatório associa, assim, os resultados negativos ao aumento dos encargos com subsídios para os parceiros do SIEM - designadamente os bombeiros e a Cruz Vermelha - que cresceram 37,4% no ano passado. Na semana passada foi até anunciado que, a partir de 1 de julho, os bombeiros vão passar a beneficiar de um aumento de 23% no subsídio mensal fixo por cada ambulância PEM (Posto de Emergência Médica) em funcionamento.
O resultado poderia, no entanto, ter sido pior se não fossem os reforços orçamentais e a autorização para o uso de verbas acumuladas em anos anteriores. "Caso o orçamento não tivesse sido reforçado em 24,8 milhões de euros, o resultado líquido do período seria de 32,4 milhões de euros negativos", indica o mesmo anexo.
No total, "o orçamento da despesa do INEM foi reforçado em 38,65 milhões de euros", indica o documento assinado pelo atual presidente, Luís Cabral.