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PSD considera que ainda "há uma discussão a decorrer na concertação social" sobre lei laboral

Lusa 10 de março de 2026 às 15:01

Hugo Soares disse querer aguardar uma “posição final, quer do Governo, quer dos parceiros sociais”.

 O líder parlamentar do PSD assegurou esta terça-feira que “dialogará com todos os partidos” sobre o pacote laboral do Governo “como e quando” este chegar ao parlamento, mas considerou que ainda há “uma discussão a decorrer em concertação social”.

Aguiar-Branco indefere recurso de Pedro Frazão contra Hugo Soares na Assembleia da República ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Hugo Soares foi questionado pelos jornalistas, no final de duas visitas integradas nas jornadas parlamentares do PSD, em Caminha, (distrito de Viana do Castelo) se o partido já está em condições de discutir o pacote laboral do Governo no parlamento, depois de vários parceiros sociais terem anunciado o fim das negociações em sede de concertação social.

“O Grupo Parlamentar do PSD não tem nenhuma proposta para discutir e eu ainda não ouvi a reação formal e definitiva do Governo sobre esta matéria”, começou por afirmar.

Hugo Soares disse querer aguardar uma “posição final, quer do Governo, quer dos parceiros sociais”.

“A nossa intervenção é no dia, quando e como a proposta chegar ao parlamento. Estamos ainda numa fase de diálogo com os parceiros sociais e aguardamos a posição final”, disse.

Questionado se o partido está disponível a negociar o diploma do Governo – que PS e Chega têm dito rejeitar -, o líder parlamentar do PSD disse que a sua bancada agirá como “sempre fez com todas as iniciativa legislativas, sejam de origem do grupo parlamentar, sejam propostas de lei”.

“O Governo dialogará com todos os partidos com representação parlamentar”, afirmou.

Questionado sobre a posição do princípio do novo Presidente da República, António José Seguro, que já disse que vetaria o diploma (se chegasse a Belém na atual versão e sem acordo da concertação social), Hugo Soares voltou a sublinhar que, neste momento, não existe “lei nem proposta de lei”.

“Nós temos uma discussão que estará a decorrer na concertação social. É lá que ela deve ocorrer. Quando for a altura do Grupo Parlamentar do PSD intervir, nós cá estaremos”, afirmou.

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