Messi falha penálti, Chile é Bravo

Messi falha penálti, Chile é Bravo
Rui Miguel Tovar 27 de junho de 2016

Terceira final perdida da Copa América para o capitão argentino: 0-0 aos 120’ e 4-2 no desempate com o bicampeão

Copa América. Cem anos de Copa América. É a prova mais sui generis do planeta. Não só porque é inventada no tempo da outra senhora, mas também porque entram selecções de outras confederações desde 1993. Está a ver um Europeu de futebol com o Japão? Não, pois não? Pois, a Copa América brinda-nos com essa alternativa. Japão, em 1999.

Se isto por si só já são dois elementos surpreendentes, o que dizer então da falta de títulos dos dois maiores génios da América do Sul (e desta vez excluímos Di Stéfano, simplesmente porque nos dá jeito... e porque ele ganhou a Copa)? É isso mesmo, Pelé e Maradona nunca ganham a Copa América. Mundiais, essa "coisa" criada em 1930, ainda vá, agora Copa América… ni hablar. A Pelé e Maradona, junte-se Messi.

Mil-nove-e-noventa-e-três. Fixe bem o ano, é o do último título da Argentina. Já lá vão 23 anos. A figura é Batistuta, autor de um bis na final com o México (2-1), o primeiro convidado da prova. E adivinhe quem faz dupla com "Batigol"? Uma pista: joga em Portugal. Caniggia? Nããããããã, Acosta. Que não marca, mas corre, sua, luta e até ganha um penálti.

Nessa altura, Messi ainda não pesca nada de futebol profissional. Com o passar dos anos, cresce e torna-se aquele fenómeno. Tanto a ganhar títulos no Barcelona como a marcar golos do arco da velha. E títulos pela selecção? "Só" um Mundial sub-20 e os Jogos Olímpicos-2008. De resto, é um deserto de ideias. Nem uma Copa América. É uma espécie de Pelé e Maradona. Finalista em três ocasiões, Messi perde sempre. Em 2007, vs Brasil (3-0, sem espinhas). Em 2015, vs Chile (penáltis). E em 2016, novamente com o Chile (penáltis, outra vez).

O jogo nos States é deprimente, de tão faltoso e mal jogado. O árbitro brasileiro Héber Lopes expulsa o chileno Díaz e o argentino Rojo, aos 28 e 43 minutos, respectivamente. No 10 para 10, a bola é maltratada que se farta. Até dói. Os jogadores caem que nem tordos, por obra do acaso. Ninguém lhes toca e já se vêem a mergulhar pelo relvado do Estádio MetLife, em Rutherford. O suplício acaba aos 90’. E prolonga-se até aos 120’.

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