Benfica: à procura de entrar na história com o golo 100

Benfica: à procura de entrar na história com o golo 100
Rui Miguel Tovar 18 de maio de 2019

Nas águias, a hora é de festa. Falta um ponto para o título de campeão e basta marcar ao Santa Clara para que esta equipa do Benfica se torne a quinta da história a chegar ao incrível número de 100 golos

Sporting 32, Benfica e Porto 31, Braga 30. À passagem da 15.ª jornada da 1.ª divisão 2018-19, o melhor ataque é o do Sporting. Na Luz, a dor da clara em Portimão alicerçada pelos autogolos de Rúben Dias e Jardel atiram o Benfica para o 4.º lugar, a sete pontos do Porto. Sai então Sai Rui Vitória e entra Bruno Lage.

Benfica 99, Porto 72, Sporting 71, Braga 54. Passam-se 18 jornadas e o resultado é fascinante. Com Bruno Lage ao leme, o Benfica abafa a concorrência e instala-se como líder isolado, ao ponto de lhe bastar um empate em casa no sábado vs Santa Clara para carimbar mais um título de campeão nacional. Mas como? Como, como? Com Bruno Lage, o Benfica joga com Seferovic e João Félix lá à frente. Os dois entendem-se de olhos fechados e marcam sem pestanejar, passe o pleonasmo, devidamente acolitados por Rafa e Pizzi. Nesses 18 jogos desde Portimão, o Benfica marca quatro ou mais golos em 11 deles. Uauuuuuu. Atenção, esse registo inclui as visitas a Alvalade e Braga, com duplo 4-2. A última vítima é o Rio Ave, 3-2 nos Arcos.

Noventa e sete, noventa e oito, noventa e nove. O Benfica está a um golo de chegar aos cem, algo nunca visto desde 1972-73, época em que a equipa do inglês Jimmy Hagan é campeã nacional a sete jornadas do fim, sem qualquer derrota entre 24 vitórias e dois empates (Porto nas Antas, Atlético na Tapadinha), sem esquecer os 18 pontos de avanço sobre o surpreendente Belenenses, segundo classificado. Justifica-se um telefonema a um integrante desta epopeia. Nené não atende, Jordão não responde aos whatsapp, resta-nos Simões. "Só para ter uma ideia, ò Rui, o Benfica tinha dois guarda-redes de luxo: José Henrique e Bento. Na ala direita, o Ruço [Artur Correia]. Na esquerda, Adolfo. Como centrais, Humberto e Rui Rodrigues. Há melhor? Eu nunca vi. Pronto, concedo, Mozer e Ricardo estavam ela por ela. No meio-campo, Jaime Graça, Eusébio e eu. Suplentes, Vítor Martins e Toni. No ataque, Nené, Artur Jorge e Jordão. Ou Nené, Jordão e Vítor Baptista. Está a ver? É o melhor plantel que vi."

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