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Villas-Boas 'ataca' Benfica: as "missas", os "padres" e as "probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer"

Record 28 de março de 2026 às 12:44

Em causa está o facto de as águias terem pedido "sanções desportivas" para o FC Porto a propósito do caso dos e-mails

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, aproveitou a mais recente edição da Revista Dragões para responder ao Benfica pelo pedido que o rival fez junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), .

Villas-Boas Getty Images

"Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar "padres" para rezar "missas" em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas", escreve o líder do FC Porto, continuando: "São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas."

No passado dia 20, o Benfica emitiu um comunicado onde assumiram ter endereçado um "pedido de esclarecimento (...) relativamente às medidas, ilações e consequências desportivas que o Conselho de Disciplina irá retirar da decisão judicial", lembrando que "entre abril de 2017 e fevereiro de 2018, a FC Porto SAD, através do seu então Diretor de Comunicação [Francisco J. Marques], utilizou canais oficiais do clube para divulgar, de forma reiterada e pública, conteúdos obtidos ilicitamente, formulando acusações graves de corrupção, manipulação de árbitros e adulteração da verdade desportiva por parte do Sport Lisboa e Benfica".

Recorde-se que em fevereiro do ano passado, o Supremo Tribunal de Justiça manteve as decisões da Relação no denominado caso dos emails, obrigando o FC Porto a pagar ao Benfica. A administração liderada à altura dos acontecimentos pelo falecido Pinto da Costa foi condenada neste caso a pagar aos encarnados 605.300,90 euros, verba acrescida de juros de mora, que ascendem a 164 mil euros. Tudo somado, os dragões foram condenados a desembolsar cerca de 770 mil euros.

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