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Mundial2026: Presidente da Federação Italiana de Futebol apresenta demissão

Lusa 02 de abril de 2026 às 17:26

A tetracampeã Itália, 1934, 1938, 1982 e 2006, ficou de fora do Mundial pela terceira vez seguida, novamente eliminada no play-off, como aconteceu em 2018 (pela Suécia) e em 2022 (Macedónia do Norte).

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, apresentou esta quinta-feira a demissão, após a Itália falhar a qualificação para o Mundial de 2026, anunciou o organismo.

Gabriele Gravina AP

"Gabriele Gravina informou os membros do conselho federal que apresentou a sua renúncia ao mandato que lhe foi confiado em fevereiro de 2025 e que convocou uma assembleia extraordinária eletiva para 22 de junho, em Roma", refere a FIGC, em comunicado.

Gravina, de 72 anos, liderava a federação desde outubro de 2018 e iniciou o terceiro mandato em fevereiro de 2025, sendo também primeiro vice-presidente da UEFA e considerado um colaborador próximo do presidente da entidade, Aleksander Ceferin.

Durante a sua gestão, a Itália conquistou o Europeu de 2021, mas falhou a qualificação para dois Mundiais consecutivos -- 2022 e 2026 -- e foi eliminada nos oitavos de final do Euro2024.

Antigo empresário e ex-presidente de um pequeno clube de Abruzos, que chegou a disputar a segunda divisão italiana, Gravina estava sob forte pressão desde a eliminação de terça-feira frente à Bósnia-Herzegovina.

Inicialmente, para conter pedidos de demissão, convocou um conselho federal logo após o jogo para "rever e avaliar" a sua atuação à frente da FIGC.

No entanto, na quarta-feira, o ministro do Desporto, Andrea Abodi, defendeu publicamente a sua saída, classificando o momento como o "terceiro apocalipse" do futebol italiano.

Gravina assumiu o comando da FIGC após a demissão de Carlo Tavecchio, na sequência da não qualificação para o Mundial de 2018, na Rússia, após suceder a Giancarlo Abete, que deixou o cargo depois da eliminação da seleção na fase de grupos do Mundial de 2014, no Brasil.

Neste momento de crise, o nome de Giovanni Malagò, antigo presidente do Comité Olímpico Italiano e do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Milão/Cortina2026, tem surgido como o mais apontado para liderar a federação.

De acordo com a imprensa italiana, o selecionador Gennaro Gattuso, nomeado em junho de 2025, deverá igualmente apresentar a demissão até 22 de junho.

Por seu lado, o diretor geral da equipa, o antigo guarda-redes Gianluigi Buffon, também já abandonou o cargo.

"Entregar a minha carta de demissão um minuto após o fim do jogo contra a Bósnia foi um ato urgente, nascido do fundo do meu ser. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor no meu coração, que sei serem partilhados por todos", escreveu o antigo guarda-redes na rede social X.

O ex-diretor da FIGC afirmou que só adiou o anúncio a pedido interno, mas que, com a saída de Gravina, sentiu-se livre para agir "com responsabilidade".

Buffon reconheceu que, apesar do trabalho de união desenvolvido ao lado de Gattuso, o objetivo principal, qualificar a Itália para o Mundial, não foi alcançado.

"É justo deixar que aqueles que vierem depois de mim tenham a liberdade de escolher a pessoa que considerarem mais adequada para ocupar o meu lugar", declarou.

Na terça-feira, Gattuso pediu desculpa pela derrota nos penáltis (1-4, após 1-1 nos 120 minutos) na Bósnia-Herzegovina, na final do play-off europeu de qualificação, que custou a ausência da Itália do Mundial de futebol de 2026.

A tetracampeã Itália, 1934, 1938, 1982 e 2006, ficou de fora do Mundial pela terceira vez seguida, novamente eliminada no play-off, como aconteceu em 2018 (pela Suécia) e em 2022 (Macedónia do Norte).

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