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Mourinho e o caso Prestianni: "Não defendi o meu, nem ataquei o outro"

Lusa 01 de março de 2026 às 12:20

Treinador do Benfica diz que adotou uma "posição correta".

O treinador José Mourinho considerou este domingo que a sua posição no caso Prestianni foi a correta e, se se provar a culpa do futebolista argentino, a carreira dele consigo e no Benfica “chega ao fim”.

Mourinho sem rodeios: 'Se Prestianni for culpado, comigo acabou'

“Acho que quem tomou a posição correta fui eu. Não defendi o meu, nem ataquei o outro. Quis ser imparcial, num caso que, eventualmente, poderá ser de grande gravidade. Se o meu jogador não respeitou os meus princípios e os do Benfica, a sua carreira comigo e no Benfica chega ao fim. Agora, a presunção de inocência é um direito humano”, começou por realçar Mourinho, em conferência de imprensa.

A antevisão à visita de segunda-feira ao Gil Vicente, em partida da 24.ª jornada da I Liga de futebol, ficou marcada também por este caso, no qual Prestianni foi acusado de ter proferido insultos racistas ao brasileiro Vinicius Júnior, dos espanhóis do Real Madrid, no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões.

“Eu continuo com o ‘se’. Infelizmente, para afastar o jogador [do duelo da segunda mão], a UEFA descobriu um artigo qualquer como motivo para o suspender. Eles também foram por essa direção de não meter um ‘se’, que devia ter sido posto. Se o jogador for efetivamente culpado, não voltarei a olhar para ele da mesma forma como tenho olhado, mas tenho de meter muitos ‘ses’ à frente”, reforçou o técnico.

José Mourinho repudiou de uma forma veemente “qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância”, mas aconselhou à leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e abordou também os pedidos de camisola de Sidny Cabral a Vinícius.

“Não acho que a camisola seja criticável, mas seria evitável. É uma prática normal os jogadores trocarem camisolas, sobretudo em jogos grandes que marcam uma carreira. Ainda é mais natural que tentem trocar com jogadores que se identificam ou admiram por serem de nível ‘estratosférico’. Seria evitável, pelo que aconteceu durante a semana, mas não mais do que isso”, vincou o setubalense, de 63 anos.

Por ter sido expulso no jogo da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Mourinho assistiu ao jogo em Madrid no autocarro da equipa e explicou que não falou à imprensa por ser prática recorrente na carreira.

“Ter ficado fora do banco entristeceu-me. É frustrante, mas o trabalho foi feito. Ter ficado no autocarro é uma prática comum sempre que sou suspenso. Tinha quatro monitores à minha disposição, com ângulos diferentes. A única coisa de que senti falta foi o contacto direto”, disse, acrescentando: “Estou impedido de trabalhar, ir ao balneário e comunicar diretamente com os jogadores, por que razão devo ir à conferência de imprensa? Sempre que sou suspenso, nunca vou às conferências”.

O Benfica, terceiro colocado, com 55 pontos, visita o Gil Vicente, quinto, com 40, na segunda-feira, a partir das 20:15, no Estádio Cidade de Barcelos, em jogo da 24.ª ronda da I Liga de futebol, com a arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.

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