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Jogos Olímpicos: atleta ucraniano banido por capacete honrar mortos da guerra

Lusa 12 de fevereiro de 2026 às 09:11

O capacete em causa tem pintadas as caras de mais de 20 atletas e treinadores ucranianos que morreram durante a invasão e ofensiva militar da Federação Russa, desde 24 de fevereiro de 2022.

O atleta ucraniano de 'skeleton' Vladyslav Heraskevych foi esta quinta-feira banido da competição nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina2026 ao recusar usar outro capacete que não o seu, que honrava atletas mortos na guerra com a Rússia.
Vladyslav Heraskevych foi esta quinta-feira banido da competição nos Jogos Olímpicos AP
A presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, reuniu-se com Heraskevych, cerca de uma hora antes do início da prova, já no topo da pista desta modalidade sobre o gelo, mas sem sucesso no seu pedido de um capacete mais neutral. "É difícil dizer ou usar palavras. É um vazio", afirmou o atleta, enquanto esperava pelo seu recurso para a Federação Internacional de Bobsled e Skeleton, acrescentando que iria também apelar ao Tribunal Arbitral do Desporto (CAS).
O capacete em causa tem pintadas as caras de mais de 20 atletas e treinadores ucranianos que morreram durante a invasão e ofensiva militar da Federação Russa, desde 24 de fevereiro de 2022. O COI tinha anunciado que aquela peça de equipamento não seria permitida, justificando-o com a regra que proíbe posicionamentos ou declarações de teor político nas competições olímpicas. Para Heraskevych, o capacete "não viola qualquer regra do COI", instituição que já tinha repreendido o mesmo atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim2022 por ter empunhado um cartaz com a frase que pedia o fim da guerra na Ucrânia, tendo a instituição que superintende os certames olímpicos concluído tratar-se apenas de um apelo à Paz.
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