Diretor de imprensa do Benfica condenado após ameaças a jornalista da Medialivre
Gonçalo Guimarães multado em mais de 2 mil euros pelos incidentes a envolver o jornalista Gustavo Lourenço nos Açores e no Seixal
O diretor de imprensa do Benfica, Gonçalo Guimarães, foi na sexta-feira condenado pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ao pagamento de uma multa de 2.040 euros na sequência da queixa-crime apresentada pelo grupo de imprensa Medialivre e pelo seu jornalista, Gustavo Lourenço, na sequência dos incidentes nos Açores e no Seixal, em fevereiro.
O primeiro incidente aconteceu à entrada do hotel em Ponta Delgada, nos Açores, antes do jogo do Benfica diante do Santa Clara. O jornalista Gustavo Lourenço procurou uma reação de Nicolás Otamendi, com o diretor de imprensa do Benfica a negar-lhe o acesso com uma chapada na mão. Poucos dias depois, no Benfica Campus, durante uma sessão de treinos da equipa principal, o jornalista Gustavo Lourenço, num momento gravado pelas câmaras e posteriormente transmitido pela CMTV, pediu ao assessor do Benfica que não lhe voltasse a bater, ao que Gonçalo Guimarães respondeu que o faria "as vezes necessárias".
No acórdão do CD, é possível ler-se que "as referidas condutas ultrapassam o âmbito das funções de um diretor de imprensa, violando os deveres de retidão e lealdade (incluindo de correção, urbanidade e contenção) para com outros agentes desportivos ou terceiros (em especial jornalistas no exercício das suas funções)".