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“O barato pode sair caro” no transplante capilar

14 de maio de 2026 às 17:59

Dr. Augusto Guerreiro alerta para os riscos da massificação no setor capilar.

“O barato pode sair caro.” A frase é repetida frequentemente pelo Dr. Augusto Guerreiro quando fala sobre o crescimento acelerado da indústria do transplante capilar. Nos últimos anos, a procura disparou em todo o mundo, mas também aumentaram os casos de pacientes desiludidos com resultados artificiais, zonas dadoras excessivamente exploradas e procedimentos realizados sem o acompanhamento médico adequado. 

Dr. Augusto Guerreiro alerta para riscos no transplante capilar

Referência crescente na área da medicina capilar, o Dr. Augusto Guerreiro tem acompanhado pacientes provenientes dos quatro cantos do mundo, dos Estados Unidos à Austrália, passando por vários países europeus e do Médio Oriente, que procuram em Portugal uma abordagem mais médica, personalizada e focada na naturalidade. 

Para o CEO e diretor clínico da Clínica LHR, o problema começa quando um ato médico altamente complexo é tratado como um produto de consumo rápido. 

“Um transplante capilar não é apenas colocar cabelo onde ele falta. Estamos a desenhar algo que vai acompanhar o paciente durante décadas. Quando o foco passa a ser apenas preço ou volume, o risco de comprometer o resultado aumenta muito”, explica. 

Segundo a International Society of Hair Restoration Surgery, sociedade internacional de referência na área da restauração capilar, o crescimento global do setor trouxe também preocupações relacionadas com procedimentos excessivamente massificados e realizados sem supervisão médica adequada. A própria campanha internacional “Fight The Fight”, promovida pela ISHRS, alerta para os perigos da banalização do transplante capilar e para a importância da segurança médica. 

Na prática, muitos dos casos de correção que hoje chegam à Clínica LHR resultam precisamente dessa abordagem industrializada. “Recebemos pacientes que fizeram cirurgias onde praticamente não existiu diagnóstico, estratégia ou acompanhamento. Em alguns casos, o problema já não é apenas recuperar cabelo. É tentar corrigir algo que podia ter sido evitado”, refere o Dr. Augusto Guerreiro. 

Ao contrário dos modelos massificados, a Clínica LHR aposta num acompanhamento altamente personalizado e numa forte componente de inovação e formação contínua da equipa médica. A clínica foi uma das pioneiras em Portugal na introdução do transplante capilar de fio longo, uma técnica diferenciada que permite realizar o procedimento preservando o comprimento do cabelo e proporcionando uma recuperação social mais discreta. 

A clínica destaca-se também pela aposta em tratamentos regenerativos avançados, como o Regenera Activa, tecnologia baseada em medicina regenerativa e estimulação biológica através de células progenitoras obtidas do próprio paciente. 

“Hoje, os pacientes estão muito mais informados e procuram soluções sofisticadas, naturais e seguras. O verdadeiro luxo atualmente é parecer melhor sem que ninguém perceba exatamente porquê”, explica o médico. “Um transplante capilar bem executado não chama atenção. Apenas devolve enquadramento facial, equilíbrio e confiança.” 

Essa filosofia tornou-se uma das imagens de marca da Clínica LHR e do próprio Dr. Augusto Guerreiro, cuja abordagem combina visão estética, rigor médico e planeamento a longo prazo. 

Para o especialista, a decisão de realizar um transplante capilar deve ser encarada como uma escolha médica e estética séria, e não como uma compra impulsiva motivada apenas pelo preço. 

“No final, o paciente pode esquecer quanto pagou. Mas dificilmente esquecerá um mau resultado.” 

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