Mamas, menos (agora) é mais

Mamas, menos (agora) é mais
Sónia Bento 14 de fevereiro

Se em tempos ter o peito grande era sexy e feminino, a tendência agora é para um tamanho mais discreto, com aspeto natural. As cirurgias de redução mamária já são quase tantas como as de aumento

Queria trocar tops e biquínis com as amigas, mas quando experimentava só tinha vontade de chorar porque nada lhe servia ou assentava bem no peito, enorme. Bruna Severo, de 20 anos, conta que a partir dos 16 começou a sofrer com o tamanho das mamas e só tentava escondê-las. "Sempre fui magra e tinha o peito gigante. Às vezes, via uma peça de roupa de que gostava e quando a vestia sentia-me horrível. Na praia, usava tudo o que eu poderia tapar, até que deixei mesmo de ir. A minha mãe zangava-se comigo e discutíamos muito porque houve um ano em que fomos para o Algarve e eu não saía do hotel. Para mim, era um enorme problema de insegurança, de autoestima e de saúde porque, além de tudo sofria imenso com dores nas costas ", revela à SÁBADO

Bruna decidiu recorrer ao cirurgião plástico Ângelo Rebelo, da clínica Milénio, para fazer uma redução mamária: "Foi uma cirurgia super simples, com sedação e uma recuperação ótima. Também tinha assimetria, mas agora ficou tudo equilibrado. Não podia estar melhor. Poder vestir as roupas que sempre quis é uma sensação de liberdade inexplicável ". No total, Bruna tirou um quilo do peito e, apenas para moldar, colocou pequenos implantes vitalícios, que lhe permitirão amamentar quando for mãe.

Três quilos de arroz ao pescoço
Apesar da cirurgia de aumento mamário continuar a ser a mais procurada, há cada vez mais mulherres a seguirem o exemplo de Bruna, que em maio de 2019 decidiu fazer uma redução mamária. Ângelo Rebelo revela que, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 30% nas cirurgias de redução mamária; e um crescimento de cerca de 40% nas operações de substituição de próteses por outras mais pequenas. "A principal razão para reduzir as mamas é sentirem-se desconfortáveis, ou porque colocaram próteses grandes e já não gostam ou porque a menopausa lhes provocou um crescimento excessivo do tecido mamário. Nalgumas hipóteses, até tiramos como próteses sem haver necessidade de colocar mais nenhuma", explica.

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