Cientistas portugueses estudam tratamento para cancro que mata 600 doentes por ano

Cientistas portugueses estudam tratamento para cancro que mata 600 doentes por ano
Susana Lúcio 28 de julho de 2019

Uma equipa de investigadores está a desenvolver um novo tratamento para o mieloma múltiplo baseada em células estaminais

Os tratamentos disponíveis para tratar o mieloma múltiplo, uma doença oncológica sem cura que afeta a medula óssea e que provoca a morte de 600 pessoas todos os anos em Portugal, são a quimioterapia, a radioterapia e o transplante da medula. Terapias que acarretam sérios efeitos secundários. Mas isso pode alterar-se em breve. 

Um grupo de cientistas do Instituto de Bioengenharia e Biociências do Instituto Superior Técnico de Lisboa está a desenvolver uma nova terapia através do uso de células estaminais, aquelas que podem transformar-se em qualquer outra célula do corpo. "Queremos usar as células do próprio doente para combater as células cancerígenas", explica à SÁBADO o líder da equipa, Vasco Bonifácio.

Sem manipulação genética
A ideia surgiu depois de estudos científicos terem comprovado que as células do osso, chamadas osteoblastos, tinham capacidade para combater o mieloma múltiplo. "Pensámos: se os osteoblastos têm esta capacidade vamos arranjar uma metodologia para aumentar a sua produção," conta o químico. 

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