A tripulação assistiu a um eclipse solar a mais de 407 mil quilómetros de distância do planeta Terra.
A missão Artemis II esteve esta segunda-feira, dia 6, no seu ponto mais próximo da Lua, tendo sobrevoado a face oculta do satélite natural. O momento teve transmissão em direto e frase de efeito a acompanhar: "Hoje, por toda a Humanidade, vocês estão a ultrapassar essa fronteira".
Eclipse solar visto pela tripulação da Artemis a 407 mil quilómetros da TerraNASA via Lusa
A tripulação da Artemis II viajou para mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano, ultrapassando o recorde antes estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970. Durante a transmissão em direto ouviu-se a central de comando afirmar: "Hoje, por toda a Humanidade, vocês estão a ultrapassar essa fronteira". De acordo com a NASA, a Artemis esteve a cerca de 407 mil quilómetros da Terra, mais de seis mil quilómetros de distância para além do anterior recorde estabelecido pela tripulação da Apolo 13
A tripulação, composta pelo comandante Reid Wiseman, pelos astronautas da NASA Victor Glover e Christina Koch, e pelo astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA) Jeremy Hansen, assistiram a um eclipse solar enquanto sobrevoaram a face oculta da Lua. A NASA explicou que, durante o eclipse, o Sol ficou oculto à vista ao passar por detrás da Lua, da perspetiva da cápsula Orion, um fenómeno que não pode ser visto a partir da Terra.
Enquanto o Sol desliza por detrás da Lua, os astronautas poderão observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.
Kelsey Young, diretora do Departamento de Ciência e Exploração da NASA para a missão Artemis II, descreveu a oportunidade de observar o eclipse como "um momento poético" tanto para a tripulação como para a humanidade.
O plano de observação de seis horas programado para a tarde de hoje incluirá o registo de características que possam ajudar os cientistas a compreender como se formaram a Lua e o sistema solar, tais como crateras, antigos fluxos de lava e fissuras e cristas geradas à medida que a camada exterior da Lua se deslocava lentamente ao longo do tempo.
"Sei que os dados que obtivermos irão inspirar a próxima geração de cientistas e exploradores; mas, além disso, esta missão aproximará a Lua de nós e irá unir-nos a todos, proporcionando-nos um ponto de ligação tangível com o nosso satélite", salientou Young.
Astronautas da Artemis II batem recorde e chegam mais longe que qualquer outro homem
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