Thami Schweichler transformou coletes salva-vidas em merchandising para integrar refugiados

Thami Schweichler transformou coletes salva-vidas em merchandising para integrar refugiados
Catarina Moura 17 de outubro de 2019

Thami Schweichler transformou coletes salva-vida em merchandising e assim ajudou a integrar refugiados na Holanda. Fundou Makers Unite onde locais e recém-chegados trabalham em igual número

Para um refugiado, um colete salva-vidas é esperança; para um holandês, é um colete com a cor do seu país. Thami Schweichler entende o design como uma forma de ligar pessoas e através da empresa social Makers Unite conseguiu juntar, à volta da transformação de coletes salva-vidas, holandeses e refugiados - ou melhor, recém-chegados que têm aqui uma oportunidade de usar os seus talentos.

Thami Schweichler fala português - viveu no Brasil até aos 20 anos - mas vive hoje na Holanda, de onde é natural a sua mãe. O designer - que desde cedo viu potencial no seu trabalho para a intervenção social e humanitária - está em Lisboa para participar no Greenfest, um "festival de sustentabilidade" com várias palestras, que começa quinta-feira no Campus da Universidade Nova SBE de Carcavelos. 

A presença num evento sobre ecologia (subordinado desta vez à água) pode justificar-se com a reutilização que Thami e o seu projeto começaram por fazer dos coletes salva-vidas. "Em 2015 o maior problema social na Holanda era a crise dos refugiados. Senti que podia fazer alguma coisa", relembra. A associação onde era voluntário recebeu o desafio de uma ONG grega: trabalhar com um carregamento de coletes salva-vidas cor de laranja. Thami convocou toda a gente para discutir ideias à volta aquela peça. Refugiados, membros do governo e cidadãos holandeses responderam à pergunta: o que significa para si um colete salva-vidas? 

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