Pensa em adotar um animal? Leia estes conselhos

Filipa Teixeira 07 de maio de 2020

Muitos resolveram adotar um animal para contornar o isolamento social. As associações aplaudem o gesto, mas deixam avisos: é preciso planeamento para que o bicho não vá novamente para a rua

Snider Rodrigues tem um novo companheiro em casa: chama-se Kenny, é um border collie adulto, abandonado há três anos e que agora partilha casa com ele, no Bonfim. "Estamos a ganhar confiança", conta o dono, que encontrou Kenny no site da iniciativa Be My Friend (bemyfriend.pt), um projeto do fotógrafo João Azevedo para ajudar associações e canis a divulgarem os seus animais através da fotografia.

Para Snider, a adoção era uma ideia que já estava a ser ponderada desde o início do ano, mas só nos últimos dias de fevereiro resolveu contactar o Centro de Recolha Oficial de Matosinhos para formalizar o pedido: "Tive de preencher um formulário para ficarem a par das minhas rotinas."

Esta é uma prática transversal a praticamente todas as associações de animais, que antes de darem um animal para adoção fazem uma criteriosa avaliação dos futuros tutores. Com o surgimento da pandemia, o procedimento tornou-se ainda mais criterioso: "Recusamos 60% dos pedidos por considerarmos que são adoções por impulso ou sem condições para garantir os cuidados do animal no pós-Covid-19", diz Maria Pinto Teixeira, CEO da Animais de Rua.

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