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Natalina José: “Não quero morrer em palco, vou ver se paro antes do andarilho”

Lucília Galha
Lucília Galha 07 de abril de 2026 às 23:00

Teve uma infância difícil, comia açorda com ovos e via o pai bater na mãe, e chegou ao teatro por mero acaso - os colegas do escritório inscreveram-na num concurso de talentos. Ficou célebre nas revistas e passou 16 anos na estrada em digressão.

Natalina José garante que, ao fim de 64 anos de carreira, não ficou nada por fazer. Já fez tudo o que queria. “Formei uma segunda família. Aliás, no meio toda a gente me chama avó. Sempre fui a mais velha em quase tudo”, confidencia. Ainda assim, não quer parar de trabalhar - pelo menos para já. “O [António] Calvário acha-me muita graça, porque eu digo assim: ‘Qualquer dia a gente trabalha de andarilho’”, conta, bem-disposta. No seu apartamento em Cascais, o concelho onde nasceu e viveu toda a vida, a atriz de 87 anos recordou à SÁBADO o seu longo percurso - desde a infância marcada pela escassez da guerra, aos tempos áureos do Parque Mayer (onde até chegou a dormir). Não tem qualquer limitação, fora “a peça” (um pacemaker) que lhe puseram há um ano no coração. “Portanto, agora nem me canso. Antigamente não se recauchutavam os pneus? Eu também estou recauchutada”, ri-se.

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