“Não podemos ficar escondidos até chegar a vacina”

“Não podemos ficar escondidos até chegar a vacina”
Vanda Marques 01 de maio de 2020

A normalidade só deve voltar daqui a um ano e temos de ir abrindo o confinamento a pouco e pouco. Em entrevista, Carla Nunes, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, alerta ainda que se os números subirem muito, terá de se voltar atrás


Carla Nunes, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa, coordena o Barómetro que analisa todas as vertentes da pandemia. Explica que nunca vivemos uma situação igual. Apesar de não termos um R0 abaixo de 1, ou seja, a descer no número de casos, devemos fazer uma reabertura faseada. 

A evolução da pandemia em Portugal correu melhor do que o previsto, porque tanto o governo como a população tiveram uma resposta célere. Ainda assim, são muitas as consequências deste mês e meio de confinamento. O Barómetro COVID-19 da Escola Nacional de Saúde Pública tem analisado várias vertentes deste impacto. Da violência doméstica, ao bem-estar da população, passando pelo aumento de ingestão de álcool e de comida com açúcar. 

A investigadora defende que as creches podem começar a abrir numa segunda fase do desconfinamento, mas com medidas de proteção como as aplicadas noutros países, como por exemplo, lavar as mãos de duas em duas horas. "Temos tido bons dias estranhos", defende a epidemiologista perante os números da COVID-19 em Portugal. Mas o início do maio será determinante para perceber o nosso futuro. Revela ainda que o verão será uma altura de grande preocupação. Vamos entrar agora num "fim do princípio".

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