Libertado jornalista refugiado detido seis anos pela Austrália

Libertado jornalista refugiado detido seis anos pela Austrália
Mariana Branco 14 de novembro de 2019

Behrouz Boochani relatou os crimes cometidos num centro de imigrantes na ilha de Manus, onde foram colocadas pessoas a quem é negada entrada pela Austrália. Viu amigos morrer e escreveu um livro pelo WhatsApp.

O jornalista e escritor curdo-iraniano Behrouz Boochani esteve seis anos detido num centro de imigrantes na ilha de Manus, ao norte de Papua Nova Guiné. Foi para lá, de barco, pedir asilo à Austrália mas acabou vítima das políticas que impedem o acolhimento de imigrantes que tentam entrar no país por via marítima. Esta quinta-feira chegou à Nova Zelândia e prometeu nunca mais voltar ao sítio onde esteve preso.

Durante os anos que passou no centro de imigrantes, Boochani tornou-se numa das vozes da ilha de Manus que lutava pelos direitos daqueles detidos pela Austrália. Viu amigos serem mortos, esfaqueados e assassinados por guardas. Viu outros morrerem por negligência médica ou a enlouquecer até ao suicídio, contou ao The Guardian.

Foi torturado, duas vezes, por vários dias numa solitária do agora demolido centro de detenção de Manus. 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais