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Lajes: a Base que abalou a Terceira

Luísa Oliveira 17 de março de 2026 às 23:00

Carne esgotada por ingleses, dias marcados nos bordéis, crianças vendidas, armazenagem de armas nucleares, solos contaminados - e uma ilha que nunca mais foi a mesma.

Pela primeira vez, o abalo sentido em todo o território da ilha Terceira, de natureza vulcânica, não se devia a um tremor de terra. E a sua persistência ao longo de décadas só poderia ter um culpado: a base aérea aí construída, inaugurada em 1943, e que ainda hoje provoca algumas réplicas no País. Não será difícil de imaginar o espanto dos três mil militares britânicos que desembarcaram em Angra do Heroísmo, ao depararem-se com uma construção de base basáltica, de tons escuros, em contraste com o azul puro do oceano batido. Esta chegada de militares estrangeiros, que apanhou a população terceirense de surpresa, seria o início de um rol de polémicas e historietas associadas a esta estrutura de apoio às forças aliadas durante a II Guerra Mundial. Um ano depois, e a pedido dos britânicos, chegariam à ilha os primeiros americanos, como técnicos especializados. Ao mesmo tempo, os EUA exigiam a Oliveira Salazar a concessão de facilidades em Santa Maria, outra das ilhas do arquipélago.

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