Sábado – Pense por si

Fizemos um banho de floresta

Susana Lúcio
Susana Lúcio 17 de junho de 2025 às 23:00

Uma hora e meia num bosque de cedros, fetos, trepadeiras e brisas atlânticas com um objetivo: desacelerar. A SÁBADO ouviu os pássaros e experimentou o silêncio. Mas a rotina impôs-se.

Não há ninguém no bosque que rodeia o Santuário da Peninha, no Parque Natural Sintra-Cascais. É aqui que Getta Stilwell, guia terapêutica da floresta, realiza as sessões de terapia da floresta, uma prática criada no Japão, nos anos 80, para reduzir o número de pessoas que morriam por exaustão laboral. Desde então, os efeitos do shinrin-yoku, ou banho da floresta, têm sido estudados e apontam para uma redução do stress, da pressão arterial e estimulação do sistema imunitário. "Uma das linhas de investigação são os fitocidas, compostos voláteis libertados pelas árvores e que aumentam as killer cells, as células do sistema imunitário que podem evitar doenças, como o cancro", explica a guia. O objetivo é sintonizarmos com os ritmos da natureza e desacelerar. "Ter consciência da doença do tempo - estamos sempre a ´correr atrás do tempo", diz Geeta Stilwell que se tornou guia e criou a sua empresa Renature depois de um burnout.  

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