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D. Sebastião, o mais desejado que se tornou rei imortal

O mito começou a ser construído no dia em que nasceu: era a última esperança da coroa para um herdeiro. Não conheceu os pais e cresceu entre a disciplina dos jesuítas, o gosto pelo treino militar e a interferência do tio, Filipe II de Espanha. Foi morto em batalha, mas o Reino nunca o quis aceitar.

O sino da Sé repicou e acordou Lisboa inteira na madrugada do dia 20 de janeiro de 1554. Chegara a notícia de que a princesa, D. Joana de Áustria, tinha entrado em trabalho de parto no Paço da Ribeira. De imediato, foi organizada uma procissão até à igreja de São Domingos, no Rossio. No desfile, os religiosos levavam uma relíquia, o braço de São Sebastião, o santo daquele dia, e o povo juntou-se à procissão orando por uma graça divina. Não era para menos: nas horas seguintes poderia decidir-se a independência do reino.

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