As brincadeiras das crianças quando estão sozinhas

Maria Espírito Santo 01 de outubro de 2016

Não tem mal e ajuda à criatividade. Para evitar as queixas, deve dar o exemplo e largar o telemóvel

A mãe não queria acreditar quando ouviu o filho de 5 anos. "To-ner" disse o miúdo a olhar para uma caixa de cartão, lá em casa. "Estou a ler", respondeu Xavier, convicto, quando a mãe lhe perguntou o que estava a fazer. Os dias de férias em casa, sem programas definidos, levaram-no a passar mais tempo com os três irmãos - principalmente com a mais velha e os seus livros.

Não foi por insistência de uma educadora, nem do pai ou de uma avó, que leu as primeiras palavras. Xavier tem passado estas férias com a mãe e os irmãos sem fazer nada em concreto - passeiam, desenham, passam tempo juntos, inventam brincadeiras. Não há rotinas definidas e os miúdos têm liberdade para escolher - ele quis acompanhar a irmã de 7 anos nas suas leituras. E já aprendeu letras e sons.

"Estou espantada com o Xavier: ele é muito eléctrico, ansioso. Mas agora está muito mais presente. Eles estão a gostar imenso de estar em casa, não exigem muito de nós", adianta Catarina Ferreira, mãe de Xavier - e também de Leonor, de 7 anos, de Sebastião, de 2 e de Graça, de 9 meses. É blogger (autora do ties.pt e fotógrafa de família) e por isso trabalha em casa. Quando as aulas dos filhos mais velhos acabaram, escolheu não os deixar no ATL - opção que a escola oferecia - para ter os quatro em casa. "A primeira coisa que me motivou foi a ausência de horários. Reduz o stress familiar."

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