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Líder do movimento Dignitas põe fim à sua vida por suicídio medicamente assistido

Diogo Barreto 30 de novembro de 2025 às 19:24

O suíço Ludwig Minelli passou três décadas a lutar pelo direito à morte medicamente assistida.

O fundador da organização Dignitas - dedicada ao direito à morte - morreu de forma medicamente assistida este domingo aos 93 anos. 

Ludwig Minelli, fundador da Dignitas, com processos de pessoas falecidas na clínica Rex Features

Ludwig Minelli, que fundou o grupo em 1998, foi um jornalista e advogado que enfrentou a justiça várias vezes e fez diversos apelos aos tribunais suíços e ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em prol da aprovação da morte medicamente assistida. Ludwig Minelli não foi eutanasiado, tendo morrido de forma medicamente assistida. O suicídio assistido é diferente da eutanásia, dado que é o próprio doente, tomando fármacos letais, a pôr fim à sua vida, com a colaboração de um terceiro, geralmente um profissional de saúde, que o ajuda a terminar a vida. 

A morte de Minelli foi comunicada pelo Dignitas. "Até ao fim da vida, ele continuou a procurar outras maneiras de ajudar as pessoas a exercerem o seu direito de poderem escolher a forma como lidam com os seus 'assuntos finais'", refere a organização que promete continuar o trabalho iniciado pelo seu líder. 

Apesar de a eutanásia ser ilegal, as autoridades suíças admitem que poderá existir suicídio assistido se for praticado por um doente terminal em sofrimento intolerável e irreversível. Foi na Suíça que nasceram e existem organizações como a Exit e a Dignitas, que ajudam no suicídio assistido.

Em dez anos, de 2009 a 2019, sete portugueses foram morrer à Suíça, apoiados pela Dignitas. Em 2020 havia mais 20 pessoas com residência em Portugal inscritas na associação. Até 2024 mais de quatro mil pessoas foram apoiadas pela Dignitas a terminar a sua própria vida.

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