Nacionalização do BPN já custou mais do que capitalização da CGD

Record 19 de dezembro de 2018

O Tribunal de Contas soma os encargos já suportados e aqueles que poderá sentir e chega a 5.811 milhões de euros

Por Record - Record

A factura da nacionalização do Banco Português de Negócios, mesmo com a posterior venda e criação de sociedades estatais que ficaram com os seus activos, já custou mais de 4 mil milhões de euros ao Estado português, de acordo com a conclusão do Tribunal de Contas. 

"No final de 2017, o saldo acumulado das receitas e despesas orçamentais decorrentes da nacionalização e reprivatização do BPN e da constituição e funcionamento das sociedades-veículo Parups, Parvalorem e Parparticipadas ascendia a -4.095 milhões de euros", revela o parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado, divulgado esta quarta-feira, 19 de Dezembro.

O encargo já sentido pelo Estado com o banco de Oliveira Costa cresceu 12% no último ano, já que o saldo era de 3.658 milhões de euros em 2016.

Este valor é superior aos 3,9 mil milhões de euros que foram colocados na Caixa Geral de Depósitos em 2017, para capitalizá-la e mantê-la como detida unicamente na posse do Estado.

É também superior aos 3,9 mil milhões de euros que o Tesouro nacional colocou no Novo Banco aquando da sua constituição, em 2014, ainda que, neste caso, o custo efectivo já tenha subido com a activação do mecanismo de capital contingente, que já custou 792 milhões de euros este ano e que pode ainda ascender até 3,89 milhões de euros ao fim de oito anos.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login