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Mau tempo. Líder do PS promete apresentar mais medidas de apoio na próxima semana

Diogo Barreto , Lusa 13 de fevereiro de 2026 às 18:51
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“Só um Governo insensível pode deixar um presidente de Câmara sozinho numa situação destas”, diz José Luís Carneiro.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, insistiu esta sexta-feira na necessidade de o Governo atribuir apoios diretos às famílias, empresas e municípios atingidos pelas intempéries e prometeu apresentar, na próxima semana, novas propostas nesse sentido.

José Luís Carneiro visita áreas afetadas pelo mau tempo e promete apoio
José Luís Carneiro visita áreas afetadas pelo mau tempo e promete apoio ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

"Além das propostas que já apresentámos para apoiar as famílias, empresas e socialmente a vida das populações, iremos apresentar outras, durante a próxima semana, particularmente voltadas para as famílias e para as empresas", revelou.

O líder socialista, que falava aos jornalistas durante uma visita à marginal de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, que esteve inundada vários dias devido às cheias no Rio Sado, remeteu para a próxima semana a divulgação dessas medidas.

Lembrando já ter enviado ao primeiro-ministro 70 propostas, das quais 30 com caráter de emergência e 40 para o médio prazo, José Luís Carneiro notou que o Governo já anunciou "uma ou outra" dessas medidas.

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"E aquilo que gostaríamos muito é que várias dessas propostas viessem a integrar esse plano de recuperação para o conjunto do território nacional", anunciado, na quinta-feira, pelo primeiro-ministro, sublinhou.

O dirigente do PS defendeu que, no apoio a prestar, "há três questões que são fundamentais", sendo uma delas "garantir apoios diretos às famílias, nomeadamente para recuperar as suas habitações e para terem condições mínimas de dignidade".

"As empresas devem também receber apoios a fundo perdido", propôs, argumentando que os empresários têm dito que não se querem endividar, porque não sabem se a atividade económica vai ser recuperada em condições de pagarem as suas dívidas.

Carneiro mostrou-se a favor de que seja criado um sistema de "lay-off equivalente ao que foi adotado na pandemia", de forma a que "os trabalhadores não perdessem o seu rendimento e o Estado compensasse as empresas por essas perdas".

Também "é preciso que o Estado garanta o reforço dos meios financeiros para as autarquias para que sejam um suporte do Estado na resposta às pessoas, às famílias, às empresas e, particularmente, na reposição de infraestruturas essenciais", acrescentou.

Sobre o PTRR, o Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português anunciado pelo primeiro-ministro, o líder do PS disse que lhe parece "bem a ideia", mas quer esperar para "ver o conteúdo".

Questionado pelos jornalistas sobre o que teria feito de diferente na gestão desta crise, o secretário-geral do PS respondeu que pretende dizê-lo ao primeiro-ministro, no debate que previsto para quarta-feira, no parlamento.

"Direi aquilo que entendo que falhou, mas procurarei, mais uma vez, colocar-me do lado das soluções. Como é evidente, não vale a pena chorar sobre o leite derramado", realçou, considerando que se deve fazer uma avaliação do que correu mal.

O secretário-geral socialista elogiou ainda o trabalho do Comando Sub-regional de Proteção Civil do Alentejo Litoral e a articulação no terreno entre as forças de segurança, forças de proteção civil e as Forças Armadas.