O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos considera que o atraso na reposição das telecomunicações leva ao isolamento da população.
O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no interior do distrito de Leiria, revelou esta quarta-feira, dia 24, que cerca de 15% da população do concelho ainda não tem acesso à Internet nem televisão, na sequência da tempestade Kristin.
Estragos causados pelo mau tempo em Figueiró dos VinhosPedro Brutt Pacheco
Carlos Lopes disse, ao início desta tarde, que esta questão "tem preocupado o município", que tem transmitido às operadoras "a necessidade de, definitivamente, resolver esses problemas, que, também são responsáveis por algum isolamento das pessoas", quase cinco meses depois da tempestade de 28 de janeiro.
Falando aos jornalistas no final da sessão do Feriado Municipal, na qual o ministro da Defesa Nacional foi distinguido com a Medalha de Honra do concelho, o autarca referiu que as operadoras justificam os seus atrasos com o imenso trabalho resultante da tempestade e a falta de condições e meios.
Por outro lado, o presidente da autarquia de Figueiró dos Vinhos salientou que o município já desobstruiu 260 quilómetros de caminhos e estradas florestais e que vai entrar na fase de remoção do material lenhoso do espaço florestal, que dificilmente estará concluída nos próximos meses.
"O primeiro trabalho foi o de procurar que todos os caminhos ficassem transitáveis e capazes de permitir a mobilidade das forças de segurança, bombeiros e populações, mas reconhecemos que há agora um trabalho bastante complicado e complexo a desenvolver que tem a ver com a remoção definitiva do material combustível", referiu.
A Câmara de Figueiró dos Vinhos distinguiu esta quarta-feira o ministro da Defesa Nacional com a Medalha de Honra do município como reconhecimento do seu trabalho na sequência do mau tempo, conferindo a Nuno Melo o título de Cidadão Honorário do Concelho.
A atribuição, aprovada por unanimidade, destaca que, ao longo dos últimos meses, o governante tem "vindo a estabelecer, com Figueiró dos Vinhos, uma relação afetiva e inultrapassável que se tornou possível através de uma conjugação trágica de acontecimentos, como foram as consequências da tempestade Kristin [em 28 de janeiro] e o renascer do concelho para além desses dias fatídicos".
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.