Fecho dos mercados: Bolsas em mínimos aliviam juros e impulsionam ouro

Negócios 26 de outubro de 2018

As bolsas europeias fecharam a sessão em queda, ainda assim mais ligeira do que se antecipava. A incerteza em torno do mercado de acções está a levar à queda do juros e à subida do ouro.

Por Sara Antunes - Jornal de Negócios

Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,27% para 4.924,95 pontos

Stoxx 600 desceu 0,77% para 352,34 pontos

S&P 500 desvaloriza 1,4% para 2.667,64 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 3,8 pontos base para 1,902%

Euro sobe 0,29% para 1,1408 dólares

Petróleo aprecia 0,29% para 1,1408 dólares por barril

 

Bolsas europeias terminam semana com quedas acentuadas

As principais praças europeias viveram um novo dia de quedas avultadas, com os índices a descerem e a renovarem mínimos de 2016. As bolsas chegaram a perder mais de 1%, mas no final da sessão acabaram por aliviar das quedas e fecharam com descidas inferiores. 

 

A contribuir para as quedas desta sexta-feira, 26 de Outubro, estão os resultados decepcionantes da Amazon e da Alphabet – divulgados após o fecho da sessão em Wall Street – que estão a diminuir ainda mais o apetite pelo risco - e as descidas do sector automóvel, que está a ser arrastado pela Valeo. A fabricante de componentes automóveis afundou mais de 21%, depois de ter revisto em baixo as suas estimativas, com base na desaceleração da economia chinesa.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, fechou esta última sessão a perder 0,77%, com o vermelho a imperar em toda a Europa. Todos os principais índices bolsistas caíram e Lisboa não foi excepção. O PSI-20 cedeu 1,27% para 4.924,95 pontos, com 17 das cotadas que o compõem em queda. E algumas com quedas expressivas, como o caso do BCP e Jerónimo Martins deslizaram mais de 2%, Galp e Sonae SGPS perderam mais de 1%.

Os últimos dias têm sido marcados por perdas elevadas e subidas expressivas, alternadas. O contexto não ajuda, com a guerra comercial, as tensões geopolíticas em torno da Arábia Saudita devido à morte do jornalista saudita no consulado deste país, a polémica em torno de Itália e do seu Orçamento "incumpridor" e os resultados abaixo do esperado de algumas cotadas têm contribuído. Mas não serão "apenas" estas questões. Há já analistas que alertam para a inevitabilidade de correcções e especialistas dizem que não há razões suficientes para justificar estes "sell-offs"

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