Centeno: "Perdas do Novo Banco não são geradas pela venda"

Negócios 07 de março de 2019

O ministro das Finanças defende que os ativos que hoje geram perdas ao Novo Banco passaram para o banco "de forma totalmente inexplicável".

Por Rita Atalaia - Jornal de Negócios

Mário Centeno, ministro das Finanças, defende que as perdas registadas pelo Novo Banco não se devem à forma como o banco foi vendido em outubro de 2017 ao fundo norte-americano Lone Star. Estas devem-se, realça, aos ativos que a entidade herdou do Banco Espírito Santo "de forma totalmente inexplicável". 

 

"As perdas não são geradas pela venda, nem pela forma como a venda foi feita", começa por dizer Mário Centeno aos deputados, esta quinta-feira, na comissão de Orçamento e Finanças.

 

Estas "existem porque ficaram dentro do banco" ativos que pertenciam ao BES. "Aquilo que disseram que era bom, afinal não era", nota Mário Centeno, relembrando que a primeira tentativa de venda falhou porque não surgiram interessados.

"O buraco não nasceu nesta legislatura, existia antes. Foi passado para o banco bom de forma totalmente inexplicável. Este buraco foi gerado no momento em que estes créditos são originados e essa é a grande virtude desta auditoria que vamos pedir e que vai ajudar, tal como na CGD, a perceber como é que se geraram créditos deste gabarito", diz o ministro, explicando o objeto da auditoria. 

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