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Irão: Turquia acusa Netanyahu de sabotar negociações para evitar julgamento por corrupção

Lusa 12 de abril de 2026 às 11:18

Netanyahu tem vários julgamentos por corrupção pendentes em Israel, mas o primeiro-ministro solicitou o adiamento das sessões por estar ocupado com a guerra iniciada pelo seu país e pelos Estados Unidos contra o Irão.

O Governo turco acusou este domingo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de sabotar as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão para evitar ser julgado por corrupção no seu país.

Netanyahu ordena ocupação de mais território no sul do Líbano Ronen Zvulun, Pool Photo via AP

“O objetivo atual de Netanyahu é sabotar as negociações de paz em curso e prosseguir com as suas políticas expansionistas na região, porque, caso contrário, será julgado no seu país e provavelmente enviado para a prisão”, assinalou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco.

Netanyahu tem vários julgamentos por corrupção pendentes em Israel, mas o primeiro-ministro solicitou o adiamento das sessões por estar ocupado com a guerra iniciada pelo seu país e pelos Estados Unidos contra o Irão.

O comunicado turco respondeu a um ‘tweet’ do primeiro-ministro israelita, no qual este assegurava que iria continuar a guerra “contra o regime terrorista do Irão e os seus aliados, ao contrário de Erdogan, que se dá bem com eles e massacra os seus próprios cidadãos curdos”.

Uma das disputas entre os Estados Unidos e o Irão nas negociações de paz, que terminaram hoje sem resultados no Paquistão, é a insistência de Teerão em incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo, enquanto Israel se recusa a pôr fim aos seus ataques a este país.

O comunicado turco recorda que Netanyahu tem um mandado de detenção do Tribunal Internacional de Haia para ser julgado por crimes de guerra e que Israel foi denunciado por genocídio devido à guerra em Gaza.

O gabinete de imprensa de Erdogan escreveu na rede social X que Netanyahu é “um criminoso que já não tem amigos” e que tenta “arrastar a região para a guerra e o caos como estratégia para a sua sobrevivência política”.

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