Secções
Entrar

António Costa: Economia "não pode assentar em baixos salários"

01 de maio de 2017 às 11:46

O primeiro-ministro considerou o combate à precariedade uma prioridade absoluta

O primeiro-ministro defendeu hoje que o modelo de economia competitiva que pretende construir "não pode assentar em baixos salários e na limitação dos direitos dos trabalhadores", considerando o combate à precariedade uma prioridade absoluta.

1 de 9
greve geral
Foto: REUTERS/Rafael Marchante
greve geral
Foto: REUTERS/Hugo Correia
greve geral
Foto: LUSA / MANUEL DE ALMEIDA
greve geral
Foto: João Miguel Rodrigues 
greve geral
Foto: Pedro Elias
greve geral
Foto: DIREITOS RESERVADOS
greve geral
Foto: Reuters / PORTUGAL STRIKE
greve geral
Foto: DIREITOS RESERVADOS
Foto: MANUEL ARAÚJO

"Cada posto de trabalho que corresponda a uma necessidade permanente do Estado tem de originar um vínculo estável e digno", refere António Costa num artigo de opinião noDiário de Noticiasde hoje, Dia do Trabalhador.

António Costa considera que "pôr fim às situações de precariedade laboral no sector público é essencial para termos um Estado mais eficiente, capaz de prestar melhores serviços".

O Estado, acrescenta, tem de ser o primeiro a dar o exemplo, mas o combate à precariedade deve envolver toda a sociedade.

Na opinião do primeiro-ministro deve ser reforçada a fiscalização, melhorados os instrumentos de verificação de vínculos ilegais e promovida a estabilidade laboral através de incentivos às empresas.

Em paralelo com as medidas de combate à precariedade, defende o primeiro-ministro, a dignificação do trabalho e das relações laborais pressupõe a valorização do diálogo social e a criação de condições que permitam reforçar a negociação colectiva.

António Costa considera fundamental a aposta nas qualificações dos jovens, mas também dos adultos.

"Só uma sociedade qualificada tem a capacidade de aproveitar as oportunidades da revolução tecnológica", refere António Costa adiantando que o caminho "tem de ser feito assegurando que a necessidade de flexibilidade económica não se constrói sobre os escombros do Estado Social".

O primeiro-ministro considera assim fundamental reforçar o diálogo social e a negociação colectiva, de forma a assegurar que as alterações provocadas pelos avanços tecnológicos se reflectem num ajustamento positivo das relações laborais.

"O aumento da competitividade, neste quadro de transformação tecnológica, não poderá perder de vista a defesa da dignidade do trabalho", adverte António Costa, adiantando que "não há indústria 4.0 sem recursos humanos qualificados e estes só existem com trabalho digno".

A produtividade do mundo de hoje, defende, constrói-se com diálogo social, atraindo e fixando recursos humanos qualificados e investindo na formação ao longo da vida.

"Agora e no futuro, temos de garantir que o trabalho será sempre trabalho com direitos", disse, acrescentando que "não foi um acaso histórico que a primeira grande manifestação popular depois do 25 de Abril tenha sido no Dia do Trabalhador" e que o seu legado "nunca fez tanto sentido".

O artigo do primeiro-ministro surge um dia depois de o líder da CGTP, Arménio Carlos, não excluir a hipótese de avançar com uma greve geral.

Numa entrevista àTSFe aoDiário de Notícias, Arménio Carlos declarou que "todas as hipóteses estão em cima da mesa", remetendo para o Governo a responsabilidade pela "resolução atempada dos problemas".

"Pela nossa parte, estamos disponíveis para a resolver pela via da negociação. Não podemos é continuar a assistir a que os mesmos que falam no diálogo social e na importância do diálogo social depois dêem cobertura ao bloqueio da negociação da contratação colectiva", especificou Arménio Carlos.

Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana.
Boas leituras!
Artigos recomendados
As mais lidas
Exclusivo

Operação Influencer. Os segredos escondidos na pen 19

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima
Portugal

Assim se fez (e desfez) o tribunal mais poderoso do País

TextoAntónio José Vilela
FotosAntónio José Vilela
Portugal

O estranho caso da escuta, do bruxo Demba e do juiz vingativo

TextoAntónio José Vilela
FotosAntónio José Vilela