Antigo duque de York pediu que o tribunal avalie se a sua detenção foi legal e apresentou um pedido de revisão judicial relativamente aos mandados de busca e de apreensão de que foi alvo, em fevereiro.
O ex-príncipe André processou a polícia britânica devido à sua detenção, ocorrida em fevereiro, que esteve relacionada com o caso Epstein, informou esta segunda-feira o The Telegraph. O antigo duque de York pediu que o juiz do Tribunal Superior do Reino Unido avalie se a ação das autoridades contra ele foi legal.
André Mountbatten-WindsorSteve Parsons/Pool Photo via AP, Arquivo
Mountbatten-Windsor apresentou, além disso, um pedido de revisão judicial em relação aos mandados de busca e de apreensão que na altura foram emitidos contra a sua pessoa, e que permitiram que as autoridades britânicas entrassem na sua propriedade em Sandringham e na sua antiga residência em Royal Lodge, em Windsor, e recolhessem documentos supostamente relacionados com o caso Epstein.
Esta é a primeira vez que um membro da família real britânica contesta a legalidade de um processo criminal contra si, desde o julgamento de Carlos I, em 1649, escreve o The Telegraph. Na próxima quinta-feira, pelas 14h, haverá uma audiência privada no Supremo Tribunal para determinar se os documentos judiciais relacionados com a revisão judicial poderão ser divulgados.
As buscas, ocorridas a 18 de fevereiro deste ano, levaram a que, no dia seguinte, Mountbatten-Windsor fosse detido, no mesmo dia em que comemorava o seu 66º aniversário.
Fotos tiradas naquele momento mostravam carros da polícia e vários agentes em frente à sua casa em Sandringham - para a qual se havia mudado no início de fevereiro, depois de ter sido despejado da sua antiga propriedade.
O ex-príncipe foi interrogado durante quase 12 horas por suspeitas de má conduta em cargo público: foi acusado de ter partilhado, em 2010, relatórios governamentais com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, isto enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o comércio internacional. Esta foi também a primeira vez em quase quatro séculos que um membro sénior da família real britânica foi detido, apesar de ter acabado libertado sob investigação.
O ex-príncipe, que sempre negou qualquer irregularidade na sua associação a Epstein, questiona agora se a polícia britânica agiu dentro da lei ao obter mandados de busca para a sua residência em Sandringham e a sua antiga casa em Royal Lodge.
Há muito que os laços de Mountbatten-Windsor com Epstein preocupam a família real. Tal assim é que, em 2025, o rei Carlos chegou a retirar ao irmão mais novo o direito de ser chamado de príncipe e ordenou que se mudasse da residência real perto do Castelo de Windsor
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