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Morreu o empresário e dono do clube noturno Elefante Branco

CM 06 de outubro de 2026 às 08:34
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Empresário sofria de cancro no pulmão. Era visado numa acusação que o aponta como o cabecilha de uma rede de lenocínio, branqueamento de capitais e tráfico de pessoas para exploração sexual.

Luís Torres, dono do clube noturno Elefante Branco, morreu esta segunda-feira, num hospital em Lisboa. Luís Torres já tinha dado entrada no hospital com convulsões e em estado grave, em setembro, devido a um cancro no pulmão. 

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O empresário era visado numa acusação que o aponta como o cabecilha de uma rede de lenocínio, branqueamento de capitais e tráfico de pessoas para exploração sexual montada no interior do estabelecimento de diversão noturna Elefante Branco. A acusação deduzida pelo DCIAP refere que entre 2019 e 2025 mais de 500 mulheres foram exploradas no Elefante Branco e em espaços próximos, como a pensão 'Classe A'. Eram praticados atos sexuais a troco de dinheiro.

O Ministério Público sustenta que os arguidos ganharam verdadeiras fortunas com o esquema de prostituição. Luís Torres gabava-se dos lucros obtidos quando conversava com amigos. “Estive na Judiciária por causa de um pagamento de 400 euros, eles andam a investigar isso. Se a investigação fosse por 40 mil ou 400 mil é que se percebia. A pensão dá dois milhões por ano e pagas 30 euros por hora", afirmava numa conversa em novembro de 2024. 

O caso tem mais 11 arguidos, incluindo a namorada de Luís Torres. Segundo a acusação, Torres facultava catálogos com mulheres aos clientes, entre os quais estavam jogadores de futebol, empresários e até polícias. Nas contas das empresas que detinha foram movimentados mais de 22 milhões de euros entre 2019 e 2025.

O empresário sofria de cancro do pulmão em estado avançado com metásteses noutros órgãos. Apesar da situação clínica "com prognóstico muito reservado a curto/médio" prazo, o empresário esteve em prisão preventiva em julho de 2025. Luís Torres passou a maior parte do período atrás das grades no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Em abril, o empresário viria, no entanto, a ser transferido para o Hospital-Prisão de Caxias. A degradação do estado de saúde levou a que precisasse de tratamentos médicos.