PS quer que Governo promova campanhas para combater violência no namoro
Com a disponibilização de informação sobre os apoios existentes para as vítimas.
Com a disponibilização de informação sobre os apoios existentes para as vítimas.
Novo estudo sobre a violência no namoro alerta para a preocupante aceitação do ciúme. Mais de 40% dos jovens validam a violência sexual e psicológica. É preciso mudar as mentalidades, defende a psicóloga Susana Costa-Ramalho.
A maioria das vítimas tinha entre os 18 e os 44 anos, de acordo com a APAV que pela primeira vez apresenta estatísticas sobre violência no namoro.
Se há alguma experiência durante a adolescência que pode ter consequências devastadoras na forma como se navega na vida social e íntima, é a vivência de violência no namoro.
Estudo revelou dados preocupantes. Mas há projetos em curso para combater essas situações e mentalidades, em que os alunos até ajudam colegas em relações tóxicas.
O controlo é o tipo de violência mais legitimado pelos jovens portugueses, revela o estudo da UMAR.
Estudo considerou seis tipos de violência: física, psicológica, perseguição, através das redes sociais, sexual e controlo.
A violência no namoro assume vertentes física, psicológica, social, sexual e económica e essa violência pode ser concretizada através de injúrias, ameaças, ofensas, agressões, humilhação, perseguição ou devassa da intimidade.
Números foram divulgados pela Guarda Nacional Republicana.
A maioria dos relatos de violência no namoro apresentados à Polícia de Segurança Pública em 2021 envolveram tanto violência psicológica como física.
"O crime de violência doméstica ou violência no namoro é muito grave e as denúncias devem ser levadas a sério e não devem ser desvalorizadas. Dito isto, uma acusação numa rede social também não acaba com a presunção de inocência de ninguém, como é normal num Estado de direito que levamos também muito a sério", defendeu.
Face aos números, a PSP diz constatar ter havido um decréscimo de cerca de 5% das denúncias, em comparação com o ano de 2019, anos em que registou 2.100 denúncias.
Campanha tem a parceria do cantor AGIR e de influenciadores digitais, para esclarecer comportamentos e divulgar linhas de apoio.
As vítimas de violência são quase na sua totalidade do sexo feminino (89,7%) e os agressores são jovens homens (91,9%), com uma média de idades de 25 anos.
Campanha visa "educar e capacitar jovens para melhor identificarem e rejeitarem comportamentos de violência em relações de namoro".
Primeiro-ministro recordou ainda que a violência no namoro é uma realidade muito presente nas novas gerações que não pode ser reduzida a uma dimensão institucional porque diz respeito a todos".