Miragens, delírios e triunfos
Só resta a certeza na incerteza, egocentrismo e inconstância de Trump.
Só resta a certeza na incerteza, egocentrismo e inconstância de Trump.
Donald Trump afirma ser o grande vencedor, mas a Rússia e a China podem até tirar mais partido do conflito.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e tem sido alvo de sanções dos aliados ocidentais de Kiev, que atingiram o setor do petróleo e do gás, para tentar diminuir a capacidade de financiar o esforço de guerra.
"Estão a forçar-me a restabelecer o Druzhba", declarou o presidente da Ucrânia a um grupo de jornalistas.
Os Estados Unidos e Israel desencadearam pelo seu lado bombardeamentos no Irão desde 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, interrompendo as negociações em curso entre Washington e Teerão, centradas no programa nuclear iraniano.
Controlam um terço do território e enfrentam o Governo com arsenais de guerra e mercenários com experiência na Ucrânia. A morte de um líder lançou o caos nas ruas.
Um ataque de drones russos durante a madrugada desta sexta-feira danificou um hotel no centro da cidade ucraniana de Sumy, segundo informaram as autoridades locais. Cinquenta pessoas tiveram de ser retiradas do edifício.
"Eles entendem que ganharam ao entrar para a União Europeia, mas eu pergunto: porquê essa aproximação a Putin? E eles respondem que é por motivos estratégicos, interesseiros. Ora, não são eurocéticos, eles são 'euro-oportunistas'. (...) Na Hungria há muito pouca simpatia pela causa ucraniana", afirma o especialista NOW José Filipe Pinto.
Não, gente: a Ucrânia "não perdeu a guerra". Muito menos lhe resta apenas "aceitar as exigências de Trump e submeter-se ao poder russo". Putin achava que tomava Kiev em quatro dias ou, vá lá, quatro semanas. Quatro anos depois, aqui estamos. Mais arriscado que o avanço russo no terreno (pífio, demorada, insuficiente) é acreditar em quem ecoa a propaganda de Moscovo. É esse o desafio: manter o apoio e permitir que a heróica resistência ucraniana não esmoreça. Não é por eles: é por nós.
Com a guerra a completar quatro anos, o presidente da Ucrânia dirigiu-se aos eurodeputados para agradecer o "apoio constante" e apelar a um consenso entre os Estados-membros para aprovarem o novo empréstimo de 90 mil milhões ao país. Referiu-se a Putin como "a própria guerra" e defendeu o fim do petróleo russo na UE.
"Preservámos a Ucrânia e tudo faremos para alcançar a paz e para que a justiça seja feita. Queremos paz, uma paz forte, digna e duradoura", garantiu o chefe de Estado.
A líder do executivo comunitário quer "enviar uma mensagem clara ao povo ucraniano e ao agressor", de que a União Europeia não desistirá.
Uma aliança formal ou mesmo um entendimento sobre interesses conjunturais é, também, a forma que um estado adopta para controlar o comportamento dos seus aliados.
O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de "chantagem" por bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba.
Ucranianos e russos deverão retomar hoje as negociações em Genebra, sob mediação dos Estados Unidos, para tentar encontrar uma solução para quatro anos de conflito.
Uma cidadã russa residente em Itália, protagonizou um gesto simbólico de apoio à Ucrânia durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milao-Cortina. Anastasia Kucherova transportou o letreiro da delegação ucraniana perante milhares de espectadores no estádio San Siro, numa ação que descreveu como um pequeno ato de resistência contra a guerra.